Waldir Maranhão (PP-MA), presidente interino da Câmara dos Deputados, anunciou, na manhã desta segunda-feira (09), que a tramitação do impeachment de Dilma, no Congresso, foi anulada. A decisão já foi tomada, assinada pelo presidente da Câmara e será publicada no Diário da Câmara desta terça-feira (10), informando que não terão nenhuma validade as sessões realizadas entre 15 e 17 do mês passado, que trataram sobre a retirada de Dilma da presidência.

A intenção de Waldir Maranhão é fazer com que o processo de #Impeachment que hoje encontra-se no Senado, volte para a Câmara dos Deputados. A decisão já gerou uma grande polêmica, ainda mais porque o processo já teve seu relatório aprovado e agora passará pela votação a ser realizada na próxima quarta-feira (11) e é quando os senadores irão definir se Dilma será ou não afastada de seu mandato, pelo prazo de 180 dias.

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O presidente da Câmara alegou que um dos motivos que o levou a tomar tal decisão é que teve orientação de bancada e isso é algo que não pode ser admitido, já que existe a liberdade de voto para cada deputado, independente do partido que ele represente. Maranhão também alega que há problemas técnicos em relação ao resultado da votação, que deveria ter sido enviado ao Senado através de uma resolução e não por ofício como foi feito.

Foi acolhido o recurso da Advocacia Geral da União que questionou a respeito da votação quando o impeachment foi aprovado por um placar de 367 votos a favor e 137 contra.

Waldir Maranhão é um forte aliado de Flávio Dino, que é um dos mais fortes correligionários da presidente Dilma e votou contra a abertura do processo de impeachment. Ele assumiu a presidência da Câmara, na semana passada, quando Eduardo Cunha foi afastado pelo Supremo Tribunal Federal.

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A AGU até chegou a denunciar a orientação de votos que foi feita pelos líderes partidários e que faltou espaço para a defesa de Dilma.

Em instantes traremos novas notícias sobre a possível anulação do processo de impeachment da presidente Dilma, não deixe de nos acompanhar. #Dilma Rousseff #Crise-de-governo