O deputado Marcos Rogério ( DEM-RO), eleito relator do processo que analisa o pedido de cassação do presidente  afastado da Câmara, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entregou nesta terça-feira, dia 31, o parecer sobre o pedido de cassação do peemedebista. Além do documento, o parlamentar apresentou seu voto favorável ao rito que poderá pôr fim ao mandato do acusado. O responsável pelo recebimento foi o deputado José Carlos Araújo ( PR-BA), que deverá decidir, até o final desta semana, qual a data para realizar a leitura do relatório.

De acordo com matéria publicada nesta terça-feira   pela Folha de São Paulo, o site teve acesso com exclusividade ao voto do relator que, via de regra, deveria ficar lacrado até a leitura do relatório.

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De acordo com integrantes do Conselho, a decisão será pela cassação de Cunha, baseado no fato de que o parlamentar mentiu na CPI da #Petrobras ao afirmar que não possuía contas no exterior.

Diante da decisão do relator pela cassação de Cunha, os aliados do presidente afastado já começam a se movimentar em favor de uma pena mais branda ao deputado. A favor do grupo existe o fato de que o relator está impedido de acrescentar mais alguma suspeita de que Cunha tenha recebido propina no esquema do Petrolão. O dinheiro serviria para abastecer as supostas contas que Cunha nega possuir. Apesar disto, Marcos Rogério planeja citar o fato na sessão de leitura do relatório. Os deputados que apoiam o presidente afastado dizem que possuem maioria de votos no Conselho.

Como estratégia dos deputados favoráveis a Cunha, há um grande mudança dos membros do Conselho, principalmente em relação aos mais novatos.

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A manobra serve para pressioná-los a mudar de decisão e votar a favor do deputado, além disto, o trabalho da Comissão poderá ser anulado, em parte, pelo atual substituto do réu, Waldir Maranhão (PP-MA) e prejudicar a votação do relatório. Caso o documento passe no colegiado, poderá seguir para votação no plenário da Câmara, cujo resultado contrário ao peemedebista poderá ser obtido por 257 votos, do total de 512 que compõe aquela seara legislativa. 

Certamente, Eduardo Cunha usará de todas as prerrogativas que ainda lhe restam para obstruir todo o processo, assim como fez com a Operação Lava Jato e motivou seu afastamento. O parlamentar é réu em vários processos, entre os quais o relacionam diretamente como um dos beneficiários do esquema de repasse de dinheiro operado no Petrolão. #Crime