julgamento 12h00: Após Eduardo Cunha ser afastado da Presidência da Câmara dos Deputados, o vice-presidente, Waldir Maranhão, assumiu o cargo e se tornou presidente interino. Na manhã de hoje ele tomou uma decisão "monocrática", como definiu Cristiana Lobo na Globo News, "sozinho em sua sala, com consequências que atingem todo o país". Ele decidiu anular a tramitação do #Impeachment de Dilma.

12h15: A nota à imprensa da presidência da Câmara foi divulgada. De acordo com ela, a sessão que autorizou o processo de impeachment foi anulada. Entre diversos argumentos, Waldir considera que os partidos não podiam orientar qual seria o voto, mesmo aceitando deputados que discordassem. Para ele, os partidos não deviam opinar e orientar o voto, e cada deputado deveria votar de forma independente, de acordo com suas convicções.

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Confira abaixo a nota completa.

12h24: "O momento passou. O processo de impeachment não está mais na Câmara, e sim no Senado", acreditam os juristas dos partidos de oposição. De acordo com eles, quem poderia tomar essa decisão agora seria o Senado.

12h26: "Isso mostra que Waldir Maranhão não tem compromisso com o clima de normalidade que está tentando se estabelecer na Câmara", falou Gerson Camarotti na Globo News. "Ele aproveitou o momento que a Câmara está totalmente vazia e todas as atenções estão voltadas para o Senado". Os jornalistas lembraram que há poucos dias Waldir Maranhão se encontrou para conversar com Dilma e que isso "pode ter alguma ligação" com o acontecimento de hoje.

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12h28: A presidente Dilma começa a fazer discurso. "É um golpe daqueles que foram contra a gente fazer o ProUni", antes de ter o discurso interrompido por pessoas protestando contra ela. Ao ouvir o protesto, ela suspirou: "Ai meu Deus... Gente, pelo amor de Deus... Eu tô tentando...", enquanto todos no ambiente gritavam contra e a favor do governo. O discurso da presidente parou de ser exibido pela televisão.

12h39: Pauderney Avelino, deputado do DEM/AM, afirmou que a medida pegou todos de surpresa e com "incredulidade", mas que quer tranquilizar a população, pois isso não irá para frente.

12h40: Dilma comentou a decisão em evento de educação. "Eu não tenho essa decisão oficial, estou falando porque não podia fingir que não estou sabendo das mesmas coisas que vocês estão. Mas não é oficial, tenham cautela", disse.

12h44: De acordo com políticos, Waldir Maranhão conversou ontem de noite com José Eduardo Cardozo, ministro da Advocacia-Geral da União, e governador do Maranhão, Flávio Dino de Castro, que foi um dos principais articuladores para conseguir o voto de Waldir contra o impeachment.

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De acordo com parlamentares, a decisão de Waldir foi "costurada com Cardozo e Flávio Dino".

12h46: O Palácio do Jaburu considera um "ato desesperado" para salvar o governo Dilma a dois dias da votação.

13h00: José Guimarães, deputado do #PT/CE, diz que a decisão não foi "intempestiva". "As bancadas não podem fechar questão, porque dessa forma você antecipa o voto", disse ele. Ele também indagou por que Cardozo não teve direito de defender a presidente no dia da votação.

13h05: A OAB vê com "extrema preocupação" a decisão de Waldir, pois "ignora decisões legítimas já tomadas". E considerou a decisão "um vale tudo".

13h06: Foi confirmado que Waldir Maranhão não se reuniu com ninguém, foi uma decisão de maneira monocrática, sem discussão com qualquer outra pessoa. #Dilma Rousseff