A Eletrobras está, atualmente, à beira do abismo, somente comparável à Petrobras, que se encontra nas mesmas condições. O drama da estatal se restringe a uma falta de transparência combinada com uma ingerência política do governo petista. A Eletrobras acumula uma perda de R$ 30,5 bilhões. Entretanto, o seu destino poderia ser bem diferente, se a presidente Dilma Rousseff tivesse feito a lição de casa. A fama da petista sempre foi a de uma mulher dura, mas no momento em que mais se esperava dela uma atitude mais enérgica, quando assumiu o Ministério das Minas e Energia, ela simplesmente ignorou os sinais da falência da estatal.

Como especialista na área energética, Dilma, que possuía grande prestígio junto ao ex-presidente Lula, poderia ter feito de sua gestão na estatal um grande sucesso, pois poderia ter investido no desenvolvimento sustentável e ter livrado a estatal da grande falência a qual está em vias de acontecer.

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E quando a mesma se tornou Presidente, continuou cometendo os mesmos erros, por não fazer o que deveria ter feito antes.

Corrupção na estatal

O maior fator que provocou a decadência da estatal foi a #Corrupção na construção da Usina Angra lll. O desvio de recursos públicos levou a Eletrobras a um estado insustentável. Os investigadores responsáveis por adquirir as provas da corrupção na estatal estimam que, até o fim deste mês, a #Lava Jato poderá dar sua primeira sentença para os desvios de recursos públicos na estatal.

As obras da usina foram alvo da investigação pela operação Lava Jato, na sua 16ª fase,  em que foi batizada de "Radioatividade". Os investigadores focam nos contratos da Eletronuclear com as mesmas empreiteiras investigadas. A deflagração desta fase culminou no afastamento de dois dos principais dirigentes da Eletrobras.

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Entre eles estão Valter Cardeal, ligado a Dilma, que se afastou da Diretoria de Geração da estatal e, também Adhemar Palocci, irmão do ministro de Lula, Antônio Palocci, que ocupava o cargo de Diretor de Planejamento e Engenharia da Eletronorte. Após investigações internas, Adhemar foi afastado por suspeita de fraudes. Dalton Avancini, executivo da Camargo Corrêa, em sua delação em março de 2015, citou Adhemar como um dos envolvidos no esquema de propinas.

Revisões na Eletrobras

O atual ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, declarou que a situação da Eletrobras exige uma grande revisão, pois seu estado é insustentável. Afirmou ainda que está preparando um plano de vendas de ativos da companhia. Fatiará minoritariamente usinas e linhas de energia entre empresas de distribuição. Disse que é preciso estancar a sangria dos recursos financeiros da estatal para direcionar capital social a uma das 15 empresas que fazem parte da Eletrobras.

A sangria se deve aos constantes ataques a seu capital por meio de desvios ilegais  para pagamento de propina à políticos.

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Existe um relatório, elaborado pela comissão de valores, que recomenda que seja feito definitivamente o desligamento de papéis da Eletrobras na Bolsa de Valores de Nova York. Isto aconteceu após a mesma ter informado que não enviaria os relatórios aos Estados Unidos com o balanço auditado em 2014.  #Dilma Rousseff