Apesar da sua negativa contra os delatores passados, talvez porque achou que não iria permanecer tanto tempo preso, Marcelo Odebrecht resolveu negociar um acordo de delação premiada, o qual se encontra homologado pelo relator da Operação Lava Jato, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki.

Os depoimentos de Odebrecht são de grandes expectativas e com eles a Polícia Federal (PF) acredita na possibilidade de deflagrar o esquema de #Corrupção de uma vez por todas. As investigações contam com as declarações para desvendar o maior quebra-cabeça que envolvem empreiteiros, agentes políticos e partidos políticos.

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Entenda como ocorreu

Mais do que nunca as atenções estão voltadas ao maior empreiteiro do país, segundo publicação da revista "Veja", a qual divulgou uma série de conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, as quais envolvem diversos pemedebistas entre elas uma em especial do ex-presidente da república José Sarney (PMDB-AP), que aparentemente, apresentou preocupação em um dos áudios que "põe em xeque" caso ocorra uma possível delação de Marcelo Odebrecht, e afirmou: "uma metralhadora de ponto 100", disse.

Realmente Sarney tinha razão, conforme suspeitas da Polícia Federal, a Odebrecht é o principal patrocinador das campanhas política do Partido dos Trabalhadores (PT), por essa razão, o empreiteiro acreditava que pela sua 'presteza' o PT não iria abandoná-lo na cadeia.

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Mas a história ficou complicada, as investigações avançaram e naquele momento mesmo que houve a tentativa, não conseguiram tirá-lo da prisão, até porque, havia indícios de possíveis obstruções nas investigações da Operação.

Marcelo revelou que participou fielmente satisfazendo financeiramente todas as necessidades de campanhas do PT, ainda ressaltou que, esses recursos foram frutos de propinas depositadas em contas abertas no exterior para única e exclusiva finalidade, a reeleição de Dilma Rousseff.

Após a ligação dos fatos aos depoimentos o juiz Sérgio Moro teve clareza sobre o paradeiro das contas a serem rastreadas e descobriu que diversos depósitos realizados que somam aproximadamente R$ 3 milhões em contas na Suíça com a titularidade de João Santana, o marqueteiro responsável pelas três últimas campanhas eleitorais do PT.

Outra associação foi com relação ao pagamento de R$ 22,5 milhões também disponibilizados ao marqueteiro, em dinheiro vivo, logo quando a presidente Dilma se reelegeu, supostamente Marcelo deve confirmar a sua participação na operação, pois, as investigações apontam o seu envolvimento, uma vez que, os pagamentos de valores elevados favoreciam as despesas não declaradas de campanhas eleitorais do PT.

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Marcelo Odebrecht foi preso em junho do ano passado, e permanece no Comando da Polícia Federal na Comarca de Curitiba (PR), até segunda ordem, pois, a sua condenação foi decretada por Moro, o qual atua exclusivamente em prol da Operação #Lava Jato e na atual circunstância, ainda não houve alteração na sentença que decidiu pela pena de dezenove anos e quatro meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Acredita-se que #Dilma Rousseff após a finalização dos depoimentos de Odebrecht, irá precisar de um milagre para conseguir sobressair das futuras acusações, entretanto, o Procurador Geral da República (PGR) junto ao Relator da Lava Jato seguem apostos para novas providencias com relação ao conjunto probatório do possível envolvimento da Presidente, a qual possui foro privilegiado.