#Eduardo Cunha (PMDB), mesmo tendo sido afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) há cerca de um mês e meio, continua provocando discussões em Brasília. Isso porque ele reuniu a imprensa em um hotel da capital federal para dar explicações a respeito do seu afastamento e também dos próximos passos que dará politicamente. Em uma das falas, ele negou sumariamente que não tem o que delatar, pois não houve nenhum crime cometido por ele durante seu exercício funcional, político e vida pregressa.

Cunha, até o momento, só estava emitindo opiniões por meio de sua conta no Twitter. A coletiva de imprensa durou mais de uma hora e ele se deixou disponível para todo tipo de pergunta.

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Eduardo Cunha falou que não irá renunciar à presidência da Câmara dos Deputados. Ele acredita que o cargo é seu por direito e reagiu ironicamente quando foi perguntado a respeito disso:

"Não há o que delatar", disse.

Em seguida, o deputado federal alertou para os jornalistas que tem sofrido ameaças de morte depois que o impeachment de Dilma Rouseff (PT) foi aceito por ele a aberto com aprovação da Câmara e Senado Federal. Cunha disse que recebe diariamente telenemas anônimos com ameças

"Várias são contra a minha integridade física que não torno público. Não fico fazendo drama", falou.

O presidente da Câmara afastado analisou ainda sua posição no atual cenário político. Ele disse que não se considera um "vilão" ou "herói" do impeachment de Dilma Rouseff. Em sua visão, os aliados e líderes do Partido dos Trabalhadores vão perder a "boquinha" e que isso está refletindo nele de forma negativa.

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Cunha disse que está fazendo seu papel.

"Livrar o Brasil da Dilma e do PT será uma marca que terei a honra de carregar", afirmou o parlamentar no fim da conversa.

Do lado de fora, muitas pessoas se reuniram para protestar contra Eduardo Cunha, pedindo cassação de seu mandato. Ele foi questionado a respeito dessas pessoas e ele debochou: "perderam boquinhas". E ainda falou que os ativistas que querem sua saída do Congresso são pessoas "que não têm o que fazer porque perderam o emprego". #Dilma Rousseff #Crise-de-governo