Mais uma derrota para Dilma Rousseff e seus aliados foi colocado na lista oficial nessa quinta-feira, 2. Isso porque o senador Antonio Anastasia, do PSDB-MG, rejeitou o pedido da presidente afastada para incluir as gravações de Sérgio Machado conversando com Romero Jucá como prova de defesa em seu processo.

Dilma e seus aliados acreditavam que as gravações seriam uma prova de que a petista foi afastada como uma estratégia previamente criada para que as investigações da Operação Lava Jato fossem paralisadas.

A decisão, já esperada pelos senadores favoráveis ao #Impeachment, gerou tensão e bate boca por parte de José Eduardo Cardozo, advogado de Dilma e senadores do PT e partidos aliados.

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Cardozo ficou tão indignado que questionou se Dilma não teria mais direito de provar que foi ‘vitima’ de uma armação.

A defesa de Dilma apresentou indicação de cinquenta e quatro testemunhas a seu favor. A acusação apresentou cinco testemunhas. No total, Anastasia analisou 60 solicitações, das quais deferiu apenas vinte delas, que inclui convocação de testemunhas e oitiva de #Dilma Rousseff.

Os defensores de Dilma também não aceitaram a decisão de Anastasia em acatar pedidos de convocação de testemunhas sem que a defesa analisasse as provas apresentadas e quem são as testemunhas solicitadas. Por conta disso, os petistas Lindbergh Farias, Fátima Bezerra, José Pimentel e Gleisi Hoffmann, bem como a comunista Vanessa Grazziotin, solicitaram o adiamento da convocação.

Em contrapartida, a maioria dos deputados favoráveis ao impeachment, como Ronaldo Caiado, Cássio Cunha Lima, entre outros, aprovaram a decisão do relator.

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Segundo Cássio Cunha, a defesa quer retardar ao máximo o julgamento para que se extrapole os seis meses previstos em lei para o afastamento e assim Dilma possa retornar a presidência da república antes de uma sentença.

Após o ocorrido, Raimundo Lira, que é o presidente da Comissão Especial de Impeachment, conferiu uma pausa de pouco mais de duas horas para que a defesa pudesse analisar o parecer do relator da comissão, Antonio Anastasia. #Congresso Nacional