Desde que #Michel Temer assumiu interinamente a presidência da República, em 12 de maio, ele não tem tido sossego. Seu #Governo já foi alvo de diversos escândalos, sendo que dois deles culminaram no afastamento de dois ministros. 

Tanto Romero Jucá, que estava à frente do Ministério do Planejamento, quanto Fabiano Silveira, que encabeçou o recém-criado Ministério da Transparência, foram afastados após terem sido flagrados em áudios nos quais negociavam com o ex-diretor da Transpetro, Sergio Machado, formas de interferir na Operação Lava Jato.

A equipe do governo interino, na verdade, tem sido alvo de muitas críticas desde a posse, há menos de um mês.

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Uma das principais delas diz respeito à inclusão de políticos investigados na equipe ministerial. Dos 24 ministros, 15 são alvos de investigações. Descubra quem são:

José Serra (PSDB-SP - Relações Exteriores)

O ex-governador de São Paulo foi citado na Lava Jato e também nas gravações de Sergio Machado. Além disso, também aparece na lista da Odebrecht e teve, recentemente, um antigo inquérito reaberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no qual ele é acusado de dar ajuda financeira irregular a dois bancos durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O processo contra Serra foi arquivado em 2008 pelo ministro Gilmar Mendes, mas, em março deste ano, Luis Roberto Barroso resolveu tirar a investigação da gaveta.

Henrique Alves (PMDB-RN - Turismo)

Provavelmente o próximo ministro de Temer a cair, Henrique Alves foi acusado esta semana pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de ter recebido recursos do Petrolão.

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Quando reassumiu a pasta do Turismo (ele já havia ocupado o mesmo cargo durante o governo Dilma), Alves já era investigado pela Lava Jato, sendo alvo de dois inquéritos.

Geddel Vieira Lima (PMDB-BA - Secretaria de Governo)

Foi citado por Léo Pinheiro, empreiteiro da OAS, e está sendo investigado pela Lava Jato. Apesar disso, Vieira Lima nega qualquer irregularidade.

Ricardo Barros (PP-PR - Saúde)

Até agora o campeão em declarações polêmicas e gafes, o novo ministro da Saúde é citado na Lava Jato, aparece em planilhas da Odebrecht e responde a inquérito no Ministério Público Estadual do Paraná, onde é acusado de favorecer ilegalmente uma empresa num processo de licitação. Ricardo Barros nega envolvimento com irregularidades e tentou, no final do ano passado, arquivar as acusações contra ele. O ministro Luiz Fux, no entanto, indeferiu o pedido.

Blairo Maggi (PP-MT - Agricultura, Pecuária e Abastecimento)

O "motosserra de ouro" do Greenpeace, que hoje está curiosamente à frente do Ministério da Agricultura, foi citado em um esquema de lavagem de dinheiro investigado pela PF de Minas Gerais.

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Gilberto Kassab (PSD-SP - Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações)

O ex-prefeito de São Paulo é alvo de dois inquéritos por improbidade administrativa e de duas ações penais por fraudes em licitações, além de ocultação de bens.

Outros ministros envolvidos

Além destes, os ministros Mendonça Filho (DEM-PE), da Educação, e Bruno Araújo (PSDB-PE), das Cidades, foram citados na Operação Lava Jato. Ambos foram listados em planilhas de pagamentos da Odebrecht, mas negam irregularidades.

Raul Jungmann (PPS-DE), ministro da Defesa, e Osmar Terra (PMDB-RS), do Desenvolvimento Social e Agrário, também aparecem em planilhas da Odebrecht, com referências a supostos financiamentos a políticos. Os dois alegam que o dinheiro listado nos documentos não tem qualquer ligação com irregularidades.

Eliseu Padilha (PMDB-RS), da Casa Civil, também aparece em mensagens de Léo Pinheiro.

Já Helder Barbalho (PMDB-PA), da Integração Nacional, é alvo de investigação por improbidade administrativa na Justiça Federal do Pará. Leonardo Picciani (PMDB-RJ), que está à frente do Ministério dos Esportes, está sendo investigado por irregularidades na campanha de 2014.

Por fim, Ronaldo Nogueira de Oliveira (PTB-RS), o novo ministro dos Trabalho, teve suas contas referentes à campanha de 2014 reprovadas pelo TCU. #Crise-de-governo