Com o avanço da Operação #Lava Jato, novas denúncias aparecem e mais políticos são alvos das investigações. Em entrevista, o procurador da República e um dos responsáveis pela força-tarefa, Deltan Dallagnol, revelou que as gravações flagradas de Sérgio Machado são contundentes para enfatizar as intenções e desejos dos políticos mais poderosos. O procurador afirma que, ao analisar as conversas, está sendo criada uma aposta num "pacto nacional" entre os políticos com o intuito de acabar com a Lava Jato.

Segundo Dallagnol, não se pode generalizar os políticos como sendo todos corruptos, mas essa "sujeira" que ocorre no sistema desestimula novos políticos com boas intenções.

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Há uma união declarada entre os políticos para a criação de alternativas que parem a Lava Jato. De acordo com o procurador, os que mais querem o fim da Operação são os políticos mais poderosos, que estão na cúpula dos partidos. Se não houver reação, o #Governo ou o Congresso pode sim pôr em risco todo o trabalho da Lava Jato.

Conteúdo dos áudios

Deltan Dallagnol explicou os detalhes que os investigadores "enxergaram" nas investigações. Há um ajuste das pessoas, que ocupam posições-chave na política, para interferirem na Lava Jato. Querem alterar a legislação, reverterem decisões do Supremo e até mesmo pensam em uma nova Constituinte, para diminuírem os poderes do Ministério Público e do Judiciário.

Políticos envolvidos

O procurador ficou surpreso com os políticos que estão por trás de toda essa trama.

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As gravações envolvem os nomes de: Renan Calheiros, presidente do Senado, o ex-presidente José Sarney, que possui grande influência política e dois ministros, um deles Fabiano Silveira, já está fora do cargo depois que as gravações foram divulgadas. Todo esse envolvimento de "pessoas fortes" e partidos mostram que a atuação do Ministério Público é imparcial e apartidária. Dallagnol comentou que a força-tarefa não vê pessoas ou partidos como inimigos, mas sim a #Corrupção como uma grande vilã. O único lado certo em toda essa história é o da honestidade, termina o procurador.