Nesta quarta-feira (01), foi aprovado o projeto de reajuste salarial para diversas categorias na Câmara dos Deputados. A proposta foi motivo de polêmica entre alguns parlamentares, inclusive, os tucanos que contestaram devido à recessão econômica instalada no país.

O salário do funcionalismo antes era de R$ 33.76, agora até o final do ano corrente deve alcançar o valor de R$ 36.813 e em janeiro de 2017 fecha o acordo em R$ 39.293. Ainda nesse mesmo projeto, o texto sugere também o aumento de salário aos servidores do Ministério Público além do reajuste de 41% ao Judiciário, de forma parcelada em oito parcelas, conforme o parâmetro escalonado, de janeiro de 2016 a julho de 2019. 

A proposta ainda precisa ser aprovada no Senado Federal, mas tudo indica que não haverá oposição ao resultado já consentido pela Câmara dos Deputados, portanto, as categorias já comemoram a possível vitória.

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O clima ficou tenso e os tucanos ficaram indignados e reagiram à altura, sinalizando que o momento não é oportuno para a aprovação de tal medida e exigem esclarecimentos do ministro da Fazenda Henrique Meirelles, ou seja, vão "pedir explicações".

Antes do episódio, #Michel Temer já havia comentado com a cúpula do PSDB-SP que estava sendo pressionado por diversas categorias, para o cumprimento do acordo pelo qual Dilma Rousseff tinha se comprometido, ou seja, o reajuste salarial.

Em informações do jornal "Extra", foi narrado um comentário, mas não revelado a fonte que diz: "o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e Janot ligaram diversas vezes para o peemedebista para pedir que atendesse a demanda de aumento", afirmou a reportagem.

As explicações apresentadas por Temer não foram tão convincentes assim, ocasionando discussões no plenário da Câmara.

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Os tucanos não aceitaram o fato de o #Governo ter acabado de conseguir a aprovação da nova meta fiscal devido o rombo de mais de R$ 170 bilhões, deixado pelo Governo Dilma e em seguida, assumir novos compromissos com gastos de dinheiro público, o que deve revelar um impacto total de aproximadamente R$ 58 bilhões até 2019, alertou o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP).

Mais uma vez, os interlocutores de Temer trataram de acalmar os ânimos e reforçaram a informação de que o valor para o reajuste já foi objeto da previsão de déficit do orçamento de 2016.

Segundo nota publicada pelo Ministério do Planejamento, a entidade declarou que os aumentos não causarão impactos adicionais ao Orçamento de 2016, devido já ter previsão para tal finalidade, além de serem negociados, confira: "Os projetos são resultado de negociações que duraram aproximadamente oito meses e terminaram na assinatura de 32 termos de acordo com as lideranças sindicais", informou o Ministério do Planejamento em nota publicada à imprensa. #Crise econômica