Há um mês, #Dilma Rousseff viu o seu processo de #Impeachment ser admitido e aberto no Senado Federal, o que lhe tirou por até 180 dias do cargo que exercia desde janeiro de 2011, quando assumiu pela primeira vez a cadeira de presidente da República. Desde então, o seu antigo vice-presidente Michel Temer herdou o cargo e assim procederá até que os senadores votem em definitivo o impeachment ou não de Dilma.

No seu "#Governo paralelo" no Palácio da Alvorada, Dilma tenta reunir forças para seguir firme na busca por voltar ao cargo. Recentemente, ela teve problemas com o governo Temer, que restringiu os voos com aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) somente até Porto Alegre, onde Dilma tem residência, e por cortes nos cartões corporativos.

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A estratégia montada pela presidente afastada, com foco em voltar ao cargo após a votação definitiva no Senado Federal, gira em torno de um tripé: articulação política, entrevistas e presença na internet.

Em algo que até então procurava evitar, Dilma resolveu mergulhar fundo: a articulação com outros políticos. Ela sabe que precisará ter um contato pessoal com os senadores que demonstrem algum grau de indecisão. Segundo o portal Terra, ela tem recebido no Alvorada alguns senadores propensos a repensar o voto e apresentado argumentos para que votem a seu favor. Integrantes do primeiro escalão de Dilma como o ex-ministros José Eduardo Cardozo, Miguel Rossetto e Ricardo Berzoini se reúnem com ela de forma diária.

Presença na imprensa

Dilma e aliados entendem que a participação em entrevistas na imprensa, nesse momento, é importante para reforçar a tese de que o governo Temer é ilegítimo e de que ela não cometeu crime de responsabilidade apontado no processo de impeachment.

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A primeira entrevista desde o seu afastamento foi para o renomado jornalista Gleen Greenwald. Ela também teve espaço no The New York Times, Russia Today e Al-Jazeera. De acordo com o PT, partido da presidente, outros veículos de mídia do exterior estão "na fila".

Redes sociais e internet

Sem a possibilidade de utilizar os canais oficiais de comunicação do Palácio do Planalto, que agora estão à disposição de Michel Temer e sua equipe, Dilma recorre à internet e às redes sociais para poder se comunicar de forma direta com o público. Sua página pessoal no Facebook foi repaginada e agora mais postagens são feitas por dia. No último domingo, 12, por exemplo, ela usou a rede social para lamentar o atentado terrorista em uma boate homossexual em Orlando, nos Estados Unidos.

O site pessoal de Dilma, por outro lado, critica diretamente Michel Temer e apresenta inclusive uma sessão chamada "É Golpe". Além disso, o portal traz uma agenda de eventos contra o peemedebista e conta com depoimentos de artistas favorável à Dilma e contra o chamado "golpe".

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Nomes como Osmar Prado, Beth Carvalho, Tico Santa Cruz, Chico Buarque, Letícia Sabatella, e outros, deixaram depoimentos criticando o processo de impeachment que afastou temporariamente Dilma Rousseff do cargo de presidente da República.