A partir das 17h desta sexta-feira (10), na Avenida Paulista, centro de São Paulo, um grande ato com a presença de diversas lideranças da esquerda deverá dar o tom da insatisfação desses movimentos quanto ao atual cenário político brasileiro e a chegada de #Michel Temer à presidência da República, ainda em maio desse ano.

O evento está sendo organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, tendo como lema “Fora, Temer” e “Nenhum direito a menos”. Luiz Inácio #Lula da Silva, o Lula, presidente de 2003 a 2011, e grande padrinho político de #Dilma Rousseff, já confirmou presença e certamente fará um discurso inflamado contra o processo de impeachment em curso contra a sua sucessora no cargo.

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Segundo o jornal Folha de S.Paulo, conforme publicação de quinta-feira, 9, Dilma Rousseff não estará presente no ato na Paulista. Ela quer evitar "discursos radicais". Nesta quinta, ela participou de uma série de atividades em Campinas, interior de São Paulo, onde também esteve em um almoço com artistas, intelectuais e cientistas. A presidente tem viajado pelo país por meio de um avião fretado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), já que a Casa Civil do governo Temer restringiu o uso dos aviões da Força Aérea Brasileira por parte de Dilma.

Além de Lula, outras lideranças de movimentos sociais darão peso ao protesto contra Michel Temer. Vagner Feitas, presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores, e Guilherme Boulos, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), estarão presentes.

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O site do PT tem tratado esta sexta-feira como o “Dia Nacional da Mobilização Fora Temer”. Assim como em São Paulo, outras cidades do país registrarão protestos contra o novo presidente brasileiro após a admissibilidade no Senado Federal do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Na chamada do evento, em sua página na internet, o PT enaltece críticas a Temer e ao que chama de “golpe”.

“A conta já chegou aos trabalhadores de todo o Brasil com menos de um mês do golpe dado. Ilegítimo e golpista, Temer mostra agora o que estava por trás do afastamento da presidente Dilma. Arrocho nos direitos conquistados pelos trabalhadores, perseguição aos movimentos sociais e suspensão de programas como Minha Casa, Minha Vida, PROUNI e PRONATEC”, diz a nota da agenda do site do PT no evento do dia 10, sexta-feira.

Para entender

Aceito em dezembro de 2015 pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o processo de impeachment de Dilma Rousseff está baseado em dois grandes pilares da denúncia: as chamadas “pedaladas fiscais” - atraso no pagamento a bancos públicos, e decretos de suplementação sem a aprovação do Congresso.

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O processo de impeachment cumpriu o rito estabelecido pelo Superior Tribunal Federal (STF) e passou pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal – em ambas as Casas a admissibilidade teve votação expressiva entre os parlamentares. No dia 12 de maio, o processo foi aberto no Senado Federal e Dilma, assim como diz a Constituição Federal, foi afastada do cargo de presidente da República por até 180 dias. O seu vice-presidente, Michel Temer, desde então assumiu a cadeira mais importante do executivo do país.