O Brasil atravessa uma das piores crises políticas de toda sua história republicana. As investigações da Operação #Lava Jato, sob o comando do juiz Sérgio Moro, favoreceram substancialmente a descoberta de todos os escândalos de #Corrupção que a princípio, desviaram bilhões de reais dos cofres da maior estatal brasileira; a Petrobrás.

Um dos mais críticos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação aos governos petistas da presidente afastada Dilma Rousseff, e do ex-mandatário do país, Luiz Inácio Lula da Silva, trata-se do magistrado Gilmar Mendes.

Defesa da Operação Lava Jato

O ministro Gilmar Mendes afirmou que, sem a Operação Lava Jato, o Brasil correria o sério risco de o PT se eternizar no poder.

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Ainda de acordo com o magistrado, "o Brasil não tinha governo", em clara referência ao governo da presidente afastada #Dilma Rousseff. Mendes pretende colaborar para que o Brasil, sob o governo do presidente em exercício, Michel Temer, possa realmente se empenhar na implementação de uma reforma política, com o propósito de que o país evite casos de corrupção sistemática, em alusão ao recente escândalo do "Petrolão", que de acordo o ministro, "o Brasil estava sendo governado por uma democracia falseada" , referindo-se ao governo Dilma, além de ser mais enfático ao afirmar que "somente uma força política cria condições, através de disputas, de ganhar as eleições", disse.

Gilmar Mendes destilou críticas ainda mais duras ao PT, ao mencionar que o modelo de governo do partido, tinha como objetivo, a apropriação de empresas estatais, conforme o ocorrido com a Petrobras.

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Mendes se defendeu ainda de afirmações por parte de setores do PT, que declaram que o magistrado é demasiadamente crítico ao Partido dos Trabalhadores. Mendes assegurou que age conforme a Lei e que não faz nenhum tipo de distinção entre as forças partidárias presentes no contexto político brasileiro.

Encontro com Temer

Gilmar Mendes havia solicitado recentemente, o agendamento de um encontro com o presidente interino Michel Temer. Segundo o magistrado membro da mais alta Corte do país, o encontro foi realizado no final de semana e teve como principal assunto, a reforma política, que de acordo com Mendes, teve bom acolhimento e concordância da necessidade de implementação, por parte de Michel Temer.

Gilmar Mendes foi eleito recentemente como o novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e deverá presidir todas as ações que envolvem os processos sobre solicitações de impugnação da chapa Dilma-Temer. Porém, segundo o ministro, já a partir do mês de junho, poderá ter um retrato mais fiel sobre a situação dos processos eleitorais.