Diante da decisão de saída do Reino Unido da #União Europeia, o atual presidente do Brasil, Michel Temer, indicou Henrique Meirelles (ministro da Fazenda) para verificar junto a Alexander Ellis (embaixador britânico), sobre os prováveis efeitos que o rompimento poderá causar ao Brasil. A reunião estava marcada para esta sexta-feira, 24, às 17h30.

Temer falou, que com relação ao plebiscito realizado no dia 23 de junho no Reino Unido, o Brasil não pode intervir, nem se manifestar, pois se trata de questões de interesse pessoal do país em questão.

No encontro entre as autoridades, a conversa não girará somente em torno do desligamento do Reino Unido da União Europeia, mas serão estabelecidos outros diálogos.

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Em depoimento à "Rádio Estadão", as palavras do presidente Temer referiram-se à necessidade de uma análise, na questão ligada ao Brasil, e se o mesmo poderá ser atingido em sua área econômica. O ministro Meirelles irá avaliar junto com o embaixador britânico sobre esses aspectos e se haverá algum risco para o país.

O efeito

É preciso aguardar os acontecimentos e o ajuste que serão feitos, só depois dos acertos é que o Brasil poderá avaliar os efeitos que a decisão do Reino Unido trará para o país. Com relação aos fatores de ordem política, não irão se intrometer, disse Temer.

Segundo ele, a Venezuela não seguiu o mesmo critério e tentou interferir nos assuntos nacionais do Brasil - disseram que aqui “ocorria um golpe“.

Para Temer, o #Governo brasileiro tem ciência e consciência dos povos.

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O Brasil não se mete nas decisões dos outros países, e com relação à Venezuela, o Itamaraty deu a resposta necessária. Sobre o #Mercosul, o presidente falou que José Serra (ministro das Relações Exteriores) disse que é necessário rever as intenções com o bloco (países que fazem parte), mas que sabem da sua importância junto ao livre comércio.

Michel Temer falou que estão analisando uma negociação com a União Europeia e que para o Brasil não é fácil fazer um acordo, devido ao Mercado Comum do Sul (Mercosul). Para ele, é preciso reavaliar o mercado, não para acabar com ele, mas direcioná-lo em relação aos outros países, principalmente, em se tratando dos acordos existentes entre eles.