Foram revelados nomes que aparecem na planilha da Odebrecht apreendida no escritório de Maria Lúcia Tavares, ex-funcionária da empreiteira que foi presa na Operação Acarajé, na qual seria a responsável pelo setor de propinas da empresa. Vinícius Veiga Borin, executivo, negoceia uma delação premiada na Lava Jato e foi ele quem revelou os apelidos que aparecem na planilha, colaborando com as investigações, e aguarda pela Justiça Federal do Paraná a homologação.

Os nomes "dragão", "kibe" e "esfirra", segundo Borin, se referem aos operadores que são responsáveis de fazer a entrega de dinheiro ilícito e tem ligação com as contas da Odebrecht.

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Um chinês chamado Wu-Yu Sheng é conhecido por "fazer dinheiro" com os logistas da rua 25 de Março, localizado em São Paulo, ponto comercial popular de referência na capital, e é apelidado de "dragão". Sua função seria fazer entregas de dinheiro a quem fosse determinado. O chinês foi morar na Flórida, Estados Unidos, no ano passado, segundo Borin, devido às investigações da Lava Jato que poderiam alcançá-lo. 

Operadores de contas

Os irmãos Adir e Salmir são conhecidos como "kibe" e "esfirra" devido a seus nomes árabes. Eles são residentes em São Paulo, e também seriam operadores juntamente com o chinês; Borin não deu mais informações sobre estes indivíduos. Os três nomes recebiam repasses por mediação do advogado Rodrigo Tacla Duran, que recebia o dinheiro de Olívio Rodrigues Júnior, um dos sócios da empresa "JR Graco Assessoria". Duran e Júnior são acusados de serem operadores de contas da empreiteira Odebrecht, no conhecido "departamento de propinas" criado dentro da empreiteira, que agora está tendo transações rastreadas e investigadas nas operações da Lava Jato. 

Borin era um dos sócios da instituição Meinl Bank, sediado no paraíso fiscal do Caribe, que foi adquirido pela Odebrecht para funcionar seu "departamento de propinas", gerando transações suspeitas.

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Borin está no mercado financeiro desde 1976 e já atuou em empresas como o Banco Itamarati e Banco Paulista. #Corrupção #Crise no Brasil #Crise-de-governo