O ex-presidente da República e atual senador pelo estado de Alagoas, Fernando Collor de Mello (PTC), será alvo de um inquérito elaborado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ser suspeito de envolvimento em um esquema de pagamento de propinas em um contrato de construção relativo a um prédio da BR Distribuidora.

O prédio da BR Distribuidora fica localizado em Salvador, na Bahia. O contrato da construção foi feito em 2013. A principal acusação que versa sobre o ex-presidente é a de recebimento de propina e no inquérito ele será acusado pelo crime de corrupção passiva.

Inquérito já é o sexto contra Collor na Operação Lava Jato

Fernando Collor de Mello é um colecionador de inquéritos no âmbito da Operação #Lava Jato.

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Esse último, aberto pelo relator Teori Zavascki já é o sexto da lista, sendo que a data de sua abertura foi no dia 13 de maio.

De acordo com as informações preliminares, o inquérito deixou de ser segredo de justiça, devido a uma decisão de Zavascki. As investigações serão baseadas do depoimento feito em regime de colaboração premiada do ex-diretor da Petrobras e também da BR Distribuidora, Nestor Cerveró.

Segundo consta em sua delação, o pagamento de propina a Collor foi feito através de seu operador na BR Distribuidora, Pedro Paulo Leoni, que também já foi ministro de Collor quando esteve na presidência.

O valor da propina que foi pago, Cerveró não soube precisar, mas declarou que a propina foi paga por Leo Pinheiro da empreiteira OAS. Segundo Cerveró, a BR Distribuidora era uma espécie de “feudo” para Fernando Collor, tanto que duas diretorias e a presidência foram "entregues desde 2009 a Collor", sendo repassadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Collor sempre negou envolvimento em propinas

Fernando Collor de Mello sempre negou envolvimento em esquemas de propinas investigados na Operação Lava Jato. Por meio de nota, na última semana, a assessoria de imprensa do senador alagoano repudiou todos os termos que foram citados na delação premiada de Nestor Cerveró.

A assessoria alegou que Cerveró é um criminoso confesso e que todas as suas acusações são mentirosas e que não dizem respeito ao senador Collor.

  #Corrupção #Polícia Federal