A saída definitiva de #Dilma Rousseff ou sua remota volta à presidência da república está cada dia mais próxima de acontecer. Nessa quinta-feira, 2, o presidente da Comissão Especial do Impeachment, Raimundo Lira, acatou uma questão de ordem apresentada por Simone Tebet, que diminui de 30 para 10 dias as considerações finais do processo do #Impeachment.

Simone Tebet alegou em seu pedido que quando Fernando Collor passou por um processo de impeachment em 1992, não existia uma lei especifica que delimitasse os prazos para as últimas considerações sobre o impeachment, mas que desde 2008 existe uma lei que determina que as alegações finais do processo devem ser apresentadas por escrito em até cinco dias, sendo o prazo igual para acusação e defesa.

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Senadores que apoiam Dilma Rousseff discutiram por não concordar com a decisão. Aliás, o dia foi marcado por várias discussões dos aliados do antigo governo, uma vez que Lindbergh, Gleisi e cia não concordaram com a rejeição de Anastasia quanto a inclusão das gravações de Sérgio Machado na defesa de Dilma.

O advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, anunciou que irá recorrer da decisão junto ao Supremo. Cardozo ainda acusou Michel Temer de ter interesse em ‘enxugar’ ao máximo os prazos para que Dilma fosse julgada e o processo terminasse.

O presidente da comissão preferiu não divulgar oficialmente o novo cronograma com as datas finais para as considerações, pois aguardará decisão de Ricardo Lewandowski ao recurso de Cardozo.

Mesmo sem divulgar, se não houver objeção de Lewandowski, as novas datas ficarão as seguintes:

A defesa de Dilma deve fazer as considerações finais entre dias 26 e 30 de junho.

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Com isso, a decisão final deve ser feita no dia 12 de julho, ou em eventual atraso, como ocorreu dia 11 de maio, nas primeiras horas de 13 de julho. Caso a defesa consiga o indeferimento do presidente do STF, a votação voltará a ser prevista para o início de agosto. O presidente do Supremo deve proferir uma resposta entre hoje e início da próxima semana. #Congresso Nacional