A operação Lava Jato avança de uma forma contundente, alcançando a cúpula política do país. A operação já realizou feitos inéditos, como a prisão do primeiro senador em exercicío, Delcídio do Amaral, e o primeiro caso de afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, pelo Supremo Tribunal Federal. Agora, os holofotes estão voltados para o presidente do Senado, Renan Calheiros, para o ex-presidente José Sarney, e para o senador Romero Jucá, além da possível prisão de Cunha. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão desses políticos para o STF, pressionando ainda mais o Judiciário.

Eloísa Machado, professora da FGV, comentou que, nos últimos meses, está ocorrendo uma jurisprudência muito forte no Supremo, com a prisão de Delcídio e o afastamento de Cunha.

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A professora ressaltou que essa agressividade do Supremo remete à condução da #Lava Jato, pelo juiz federal Sérgio Moro. É como se fosse uma pressão que o Supremo está recebendo, diante de tanta #Corrupção estampada nos olhos da população.

Pressão

A Corte Suprema está sofrendo uma pressão dos políticos alvos da Lava Jato, uma tentativa de assédio, em busca de acordo. O ministro Gilmar Mendes repudiou "vazamentos de informações", como o caso do pedido de prisão dos senadores, classificando o fato como "brincadeira". 

Reação

A pergunta que fica é como o Supremo Tribunal Federal irá reagir diante dessa provocação e pressão do procurador-geral da República? É possível que, nos pedidos de Janot, existam mais coisas que estão fora do alcance dos jornalistas, resta saber até que ponto isso pode ser determinante para a decisão da Corte. 

O risco é bem alto para a classe política, que está cada vez mais acuada pela Lava Jato.

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O cientista político, Leon Victor de Queiroz, afirmou que a provocação de Janot, força o STF a perder o status de braço direito dos políticos, e o Judiciário acaba sendo monitorado.

A professora Eloísa acredita que a Lava Jato é de grande importância para o país e tem mostrado capacidade de investigar os poderosos. #Senado Federal