O deputado afastado da Câmara, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entrou nessa segunda-feira (20) com um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF), de autorização para frequentar a casa legislativa. Segundo o parlamentar, sua intenção é se defender no processo de cassação de seu mandato antes que seja tomada a decisão sobre seu pedido de prisão, feito pela Procuradoria Geral da República.

Na semana passada, foi aprovado pelo conselho de ética o relatório que recomenda a cassação do peemedebista por quebra de conduta. Ao ser acusado de mentir à CPI da Petrobrás no ano de 2015, negando ter contas no exterior, Cunha diz ser inocente e que é apenas beneficiário de “trustes” na Suíça e que o patrimônio é administrado por terceiros.

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Atendendo pedido da Procuradoria Geral, que alegou que o presidente afastado da Câmara vinha atrapalhando o próprio processo de cassação e as investigações da Operação #Lava Jato, o STF realizou, no mês passado, o afastamento do peemedebista da presidência e também suspendeu seu exercício de mandato como deputado.

No início desse mês, a PGR fez o pedido de prisão preventiva do presidente afastado da Câmara com base nos mesmos argumentos que levaram ao afastamento dele do cargo.

Porém, a luta do peemedebista não cessou. No pedido para acessar a casa legislativa, o advogado de Cunha diz não haver elementos que justifiquem sua prisão e pedem direito a defesa afirmando que o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, ainda não esclareceu a decisão que levou ao afastamento de Eduardo Cunha.

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A defesa do deputado afastado diz “repudiar veemente o vazamento criminoso do pedido de prisão realizado unicamente com vã finalidade de pressionar essa Colenda Suprema Corte a decidir pelo seu deferimento”.

Os advogados alegam ainda que a demora para Zavascki dar um parecer sobre o parlamentar conseguir o habeas corpus para frequentar a Câmara, já trouxe prejuízos para a sua defesa no processo de cassação. Argumentaram que em um processo político é normal que o acusado interaja com os colegas para tentar convencê-los de sua inocência.