Segundo reportagem da Folha de São Paulo, publicada neste domingo (19), o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) vive agora uma nova rotina em sua vida. Longe da agitação dos corredores e do plenário político, o parlamentar deverá se dedicar integralmente à elaboração de uma defesa que possa protegê-lo da ameaça de cassação de seu mandato. Questionado sobre o seu futuro e quanto às especulações de que poderia renunciar ou optar por uma delação premiada, ele é bastante enfático ao rejeitar a segunda e, bem menos reacionário,ao considerar a hipótese de um afastamento voluntário do cargo.

A nova rotina que o deputado encara, desde seu afastamento do cargo

Afastado desde o último mês de maio da presidência da Câmara, sob a acusação de tentar obstruir as investigações que o acusam de #Corrupção e lavagem de dinheiro, o deputado tenta encarar uma nova realidade.

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Se antes, seu cotidiano era bastante concorrido, com vários políticos se revezando na tentativa de conseguir uma conversa com o parlamentar, agora se resume a poucos aliados que o procuram em horários nada usuais, na tentativa de escapar dos flagras da imprensa.

Cunha abandonou o tradicional paletó por uma simples camisa e sapatos sociais e passa a maior parte do tempo debruçado sobre os documentos relativos aos processos judiciais que envolvem também sua filha e sua atual esposa. Ele continua a ocupar a residência oficial em Brasília e, assim como seus colegas parlamentares que o visitam, prefere as saídas secundárias do imóvel, numa tentativa de burlar as câmeras e os microfones que ainda o perseguem por toda a parte.

Apesar das derrotas recentes, Cunha mantém firme a posição de que deverá vencer os seus opositores que querem vê-lo longe da capital federal.

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Para estes, o deputado mandou dizer que muita coisa ainda vai acontecer, principalmente, quando questionado sobre a possibilidade de ser preso.

Delação ou renúncia e as críticas ao ex-diretor da Transpetro

Como alvo frequente das especulações de que poderia deixar o cargo ou optar pela delação premiada, na tentativa de reduzir sua pena, em caso de uma possível condenação, Cunha mostra reações diferentes. Ele parece rejeitar um pouco menos os boatos de que poderia renunciar. Com relação a assumir o papel de delator, o deputado não esconde a sua rejeição. Neste contexto, são frequentes as críticas vigorosas ao ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado, cujo ato de gravar as conversas são bem mais graves que delatar os demais envolvidos, na concepção do peemedebista. 

Com relação a Temer, Cunha busca evitar maiores detalhes. Uma aproximação pública poderia prejudicar a imagem do presidente interino. Por outro lado, a falta de um diálogo poderia dar margem a um isolamento político dentro do próprio PMDB.

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Entretanto, ele é bastante categórico em afirmar que as colocações do ex-presidente da Transpetro não deverão afetar a continuidade do mesmo frente à Presidência da República. Na sua opinião, a única opção seria Dilma, que ele considera 'carta fora do baralho'. #Lava Jato #Eduardo Cunha