Nesta quinta-feira (2), em reunião da Comissão do #Impeachment, o presidente Raimundo Lira (PMDB-PB) rejeitou a suspeição do relator, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Em meio a gritarias, insultos e tumultos gerados pela proposta de antecipação dos prazos, sugerida pela senadora Simone Tebet (PMDB-MS), o Senador Magno Malta foi sarcástico e disse que a presidente está se fazendo de "Madre Tereza Dilma de Calcutá".

Outro motivo para tumultuar a reunião foi a apresentação do pedido de 50 testemunhas, pela defesa da Presidente. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) sugeriu que fosse seguido o artigo 401 do Código de Processo Penal, que prevê, no máximo, oito testemunhas para a defesa e oito para a acusação.

Publicidade
Publicidade

A senadora Simone Tebet (PMDB/MS) diz entender que serão necessárias 16 testemunhas, por existirem "2 atos graves cometidos pela Presidente da República, decretos e pedaladas".

O senador Alvaro Dias argumentou sobre as gravações da delação de Sérgio Machado, o que julgou descabido. O senador falou que, para considerar as gravações de Machado, deveriam ser consideradas também as gravações de conversas comprometedoras entre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma.

Também foi rejeitado pela Comissão o pedido de que um “organismo internacional independente” fizesse uma auditoria nas contas de 2015 do governo, visto que o TCU é órgão estatal e não de governo, e que as gravações provenientes da investigação da Lava Jato sejam usadas pela defesa, o que acabou fazendo com que Cardozo e senadores da oposição abandonassem a reunião.

Publicidade

Raimundo Lira se reuniu, nesta quinta, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, para tratar dos recursos apresentados na reunião da Comissão do Impeachment. 

Em recurso entregue a Lewandowski, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) pretende resumir o julgamento, transformando-o em dois atos: os quatro decretos, em bloco, e as chamadas "pedaladas fiscais".

O resumo dos decretos servirá para definir o número de testemunhas. No entanto, Lewandowski informou que não tem opinião sobre os fatos e que irá analisá-los. #Dilma Rousseff #Senado Federal