O ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) José Eduardo Cardozo, advogado no processo de impeachment de Dilma, afirma que as gravações em trechos já divulgadas pela imprensa mostram que o #Impeachment é uma manobra para impedir as investigações da Operação Lava Jato.

No documento de defesa prévia, José Eduardo Cardozo faz uso de textos veiculados pela imprensa e afirma que o processo de impeachment na Câmara foi aceito por #Eduardo Cunha somente para impedir as investigações da Lava Jato, o que seria de seu interesse e de políticos de partidos de oposição. Cunha teria dado o prazo de 30 dias para que a presidente pudesse se posicionar em relação às investigações.

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O documento relata ainda que Cunha teria aprovado a CPI do fundo de pensão e criou a CPI do BNDES como uma manobra para desgastar o governo, e acusa-o de investir para que haja instabilidade na economia e política do país, com a finalidade de "explodir o governo", como teria dito. É questionado o fato de Cunha ainda não ter sido caçado, e demonstra que opositores vêm se articulando desde 2015 para o impeachment;

Cardozo relata que o principal delito supostamente cometido pela presidente, a chamada "pedalada fiscal", foi aceita por Cunha sem que houvesse o julgamento das contas de 2015, ano em que teria ocorrido o evento, e ainda reitera que o mesmo não ocorreu até à presente data. Ele solicita que Antonio Anastasia (PSDB-MG) não seja o relator do impeachment por pertencer ao partido dos autores do processo.

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Cardoso afirmou que poderá recorrer ao Supremo Tribunal para mediar as questões.

Delação de Sérgio Machado

José Eduardo Cardozo solicita também que a delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, seja liberada em seu inteiro teor, e que outros autos que contenham indícios de "desvio de poder" seja também incluídos. Pede ainda que seja feita uma auditoria econômico-financeira e contábil por empresas internacionais.

Agora bem explicado neste mesmo documento, Cardozo afirma que o impeachment é "golpe" com a finalidade de impedir ou mudar os rumos das investigações e "entronizar um governo que jamais seria eleito", e acusa os "golpistas" de utilizarem a Constituição para legitimarem o "golpe" em uma democracia.

Nesta quinta-feira (2), às 10h, a Comissão Especial do Impeachment se reune e poderá ser feita a análise da defesa. #Dilma Rousseff