O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que assinou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral de Justiça (PGR), após ser preso pela operação #Lava Jato, deverá cumprir pena de dois anos e três meses em regime domiciliar. Por ter colaborado com a Justiça, ele deverá passar mais noves meses, desta vez, em regime semiaberto. 

Com a homologação da sentença feita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, o ex-diretor poderá cumprir a sentença na sua própria casa, uma mansão de luxo, localizada no bairro Dunas, em Fortaleza.

O imóvel, localizado em uma área nobre da capital fortalezense, é cercado de outras propriedades de alto luxo.

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Possui piscina, quadra poliesportiva e garagem para dez carros. Toda área em volta da casa é monitorada constantemente por cerca de 10 agentes de segurança particular. Sérgio Machado deverá fazer uso de uma tornozeleira eletrônica durante todo o tempo de condenação. Ele poderá sair da propriedade para prestar algum tipo de serviço comunitário. Além disso, as visitas e os contatos externos estão restritos a uma lista de aproximadamente 27 pessoas. Na mesma, constam nomes de alguns amigos mais próximos, familiares, profissionais de saúde e advogados. 

Ainda, como parte da condenação, Sérgio Machado será obrigado a devolver a quantia de R$ 75 milhões aos cofres da União. Toda quantia foi fruto de propina, de acordo com as investigações da Lava Jato. O repasse deverá ser feito em duas vezes. A primeira parcela, de R$ 10 milhões, deverá ser restituída até o final do mês de julho.

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A outra, de R$ 65 milhões, deverá ser paga até o final de 2017.

O imóvel já fora visitado em outra ocasião pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Foi no dia 15 de dezembro de 2015, durante a operação Catilinárias, que fez parte da vigésima primeira fase da Lava Jato.

A PF chegou até Machado depois que o ex-diretor do setor de Abastecimento da #Petrobras, Paulo Roberto Costa, também em delação premiada, afirmou que a Transpetro repassava valores a título de propina para diversas personalidades políticas. Ele mesmo recebera, de Sérgio Machado, a quantia de R$ 500 mil em virtude da contratação de navios sonda para a estatal. Segundo o mesmo, o dinheiro havia sido repassado pelo próprio delator cearense, em um apartamento de sua propriedade na cidade do Rio de Janeiro. #Governo