O deputado federal cearense Aníbal Gomes (PMDB-CE) foi indiciado pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de #Corrupção e lavagem de dinheiro, após as declarações feitas por Paulo Roberto Costa, em delação premiada, de que o parlamentar teria agido como um ' laranja' do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O esquema teria repassado cerca de R$ 3 milhões desviados da Petrobras, que foram depositados, inicialmente, na conta de um assessor do deputado e depois distribuídos a seus destinatários.  A documentação foi entregue ao STF nesta sexta-feira, dia 3, e caberá ao Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, acatar ou não a denúncia, que poderá transformar o parlamentar em réu, em mais um processo da #Lava Jato.

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De acordo com a investigação da PF, o assessor de Aníbal Gomes, Luís Carlos Batista de Sá recebeu, no mês de setembro de 2008, na sua conta pessoal, um depósito no valor de R$ 3 milhões, como oriundo de um acordo trabalhista entre a #Petrobras e o sindicato de trabalhadores nas instalações da empresa. O dinheiro foi repassado para os envolvidos no esquema de negociação entre o deputado e seus credores, dentre eles, o escritório de advocacia que participou da negociação com os trabalhadores. Segundo Paulo Roberto Costa, Aníbal Gomes atuava como um espécie de 'laranja' do senador Renan Calheiros.

Nas negociações com o sindicato, das quais participou o escritório do advogado Paulo Baeta Neves, o valor  pedido pelos trabalhadores era de R$ 127 milhões. Nas negociações, ficou acertada a quantia de R$ 61,9 milhões.

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Deste último, R$ 43 milhões foram pagos ao escritório que fechou o acordo, em honorários advocatícios. O advogado, que faleceu durante as investigações, recebeu R$ 6 milhões e destes, repassou os R$ 3 milhões para a conta do assessor de Aníbal. 

A PF busca ainda investigar qual a participação do presidente do Senado nas tais 'negociações', visto que ainda não existem provas materiais suficientes que possam caracterizar a participação do parlamentar no esquema. Entretanto, todas as suspeitas, assim como os relatos descritos pelo delator da  Lava Jato, recaem sobre o mesmo. A situação dele seguirá por hora indefinida, entretanto, sob investigação. A PF afirma que, caso o senador tenha realmente participação no negócio, não seria óbvio que o mesmo pudesse se envolver na operacionalização do fato. Entretanto, no processo contra o deputado peemedebista, que seguiu para o STF, Renan Calheiros também será incluído como um dos alvos da Justiça.