A presidente afastada, Dilma Rousseff, e o interino, #Michel Temer, estão disputando voto a voto os senadores que ainda estão indecisos com relação a votação do impeachment no Senado Federal. Eles possuem como alvo um grupo de 15 parlamentares que se mostram dispostos a rever o voto que deram na sessão iniciada do dia 11 de maio que culminou com o afastamento da presidente. Enquanto Dilma, sem mais a caneta e os cargos, oferece  a chance de um plebiscito se escapar da votação no Senado, Temer distribui cargos e indicações a senadores que resolverem ficar do seu lado. 

Ambos possuem uma tropa de parlamentares que estão trabalhando para conseguirem os votos necessários dos senadores indecisos.

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Por parte de Temer, trabalham Romero Jucá (PMDB-RR), ex-ministro que pediu demissão após o escândalo das gravações com Sérgio Machado, e o secretário de Governo, Geddel Lima. Para Dilma, curiosamente, dois integrantes do PMDB estão buscando votos contra Temer: o senadores Roberto Requião (PR) e Kátia Abreu (TO). Além dos peemedebistas, dois petistas também estão trabalhando ao lado de Dilma: Jorge Viana (AC) e Paulo Rocha (PA).

Enquete do O Globo

Segundo o jornal O Globo, em enquete publicada nesta segunda-feira (20), 37 senadores já declararam voto a favor do impeachment da presidente Dilma. 18 se disseram contrários. E 26 ou não responderam ou estão indecisos. Para Dilma ser afastada em definitivo são necessários 54 votos. 

A lista dos 15 senadores que são disputados por Dilma e Temer conta com:

Fernando Collor (PTC-AL),Omar Aziz (PSD-AM), Pedro Chaves (PSC-MS), Roberto Rocha (PSB-MA), Vicentinho Alves (PR-TO), Wellington Fagundes (PR-MT), Wilder Moraes (PP-GO), Marcelo Crivella (PRB-RJ)*, Romário (PSB-RJ), Cristovam Buarque (PPS-DF), Eduardo Amorim (PSDC-SE), Benedito de Lira (PP-AL), Acir Gurgacz (PDT-RO), Jader Barbalho (PMDB-PA) e Hélio José (PMDB-DF)

* O caso de Crivella é singular.

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Ele irá s afastar do cargo para disputar a prefeitura do Rio de Janeiro. Em seu lugar, irá entrar o suplente Eduardo Lopes, do mesmo partido de Crivella. Essa mudança não mudará nada, o voto de Lopes é controlado por Crivella, e ele não deixará de influencia-lo.  #Dilma Rousseff #Dentro da política