#Dilma Rousseff poderá ganhar, nas próximas semanas, um importante aliado caso avance na ideia de um plebiscito pela antecipação das eleições presidenciais. No momento, o Brasil é governado de forma interina por Michel Temer, vice-presidente de Dilma, que, se afastada em definitivo pelo processo de #Impeachment, verá o seu antigo companheiro de chapa comandando o país até 2018. A consulta ao povo poderia antecipar o pleito.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Feitas, disse que a entidade pretende reavaliar o seu posicionamento sobre o tema. Ele deixa em aberto a possibilidade dos sindicalistas apoiarem Dilma na proposta do plebiscito de antecipação das eleições presidenciais.

Publicidade
Publicidade

Segundo o periódico, a diretoria da entidade se reunirá no próximo dia 5 de julho para afinar o discurso sobre o apoio ou não.

Internamente, há uma corrente entre senadores da antiga base de Dilma e também entre os favoráveis ao plebiscito que acredita que, se a consulta ao povo for feita, isso possa reverter alguns votos dos senadores no processo de impeachment. Em agosto deverá ocorrer a votação definitiva no plenário do Senado Federal sobre o impedimento de Dilma Rousseff. Atualmente, testemunhas de defesa e acusação estão sendo ouvidas na Comissão Especial do processo no Senado.

No entanto, Freitas, em suas declarações, entende que a situação de Dilma perante o #Congresso Nacional segue "muito difícil". Ele aproveitou a ocasião para elencar criticas ao atual parlamento brasileiro, Segundo o presidente da CUT, os movimentos identificados com a esquerda devem seguir em busca de uma reforma política.

Publicidade

"Creio que nós devemos fazer a defesa desse plebiscito, mesmo que não acreditemos no atual congresso, que é conservador e extremamente clientelista. Só olha para ele mesmo. A presidente Dilma precisa criar alternativas, mas eu sei o quanto será difícil conseguir concretizar isso. A política é um jogo difícil e duríssimo", opinou Freitas.

Na avaliação do dirigente sindical, o governo Dilma sofreu um "boicote". Justamente por isso é que ele não aposta em um retorno dela ao Palácio do Planalto, o que só ocorrerá se ela reverter votos dos senadores a ponto de barrar a maioria simples na votação em plenário. Sem muitas dificuldades, o processo do impeachment da petista avançou na Câmara dos Deputados. Dilma convive com esse "calvário" desde o início de dezembro do ano passado, quando o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, aceitou o seu pedido de impeachment.

"Ela (Dilma) seguirá apanhando da mídia e dos conservadores presentes no Congresso Nacional. Seguirão fazendo tudo o que for possível para inviabilizar o seu mandato.

Publicidade

Desde o primeiro dia do seu governo, Dilma sofreu boicote de partidos políticos, sistema judiciário e também da mídia. Ela conseguiu assumir o cargo só em terceiro turno. Hoje tem apenas 80 deputados aliados", avaliou Freitas, em alusão ao esfacelamento da base política que era aliada de Dilma no governo.