Na noite de sexta-feira (10), foi exibida entrevista da presidente afastada com a jornalista Mariana Godoy. Na conversa, Dilma não poupou críticas a Eduardo Cunha, ao presidente interino #Michel Temer e ainda comentou a delação premiada de Nestor Cerveró, que afirmou que ela sabia de tudo sobre a compra de Pasadena e que se sentiu traído porque achava que eles eram amigos e ela "o jogou aos leões".

Dilma aproveitou também para afirmar que considera o processo de #Impeachment um "golpe de Estado". A presidente afastada que não cometeu crime de responsabilidade e que a "lei de impeachment é inadequada para o momento atual".

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Ela considera "um absurdo" ser afastada sem análise do mérito de também um "absurdo" o presidente interino ter "desmantelado" o governo. Dilma admitiu que está tentando reverter o placar desfavorável sobre o impeachment e está dialogando muito com senadores para conseguir os votos necessários contra o processo.

Sobre Eduardo Cunha, ela o definiu como alguém conservador, de direita e "sem princípios éticos sólidos". Ela ainda criticou a redução de ministérios feita por Temer, pois classifica que isso significa uma economia "irrelevante", que não faz diferença nos gastos públicos. Dilma comentou até sobre José Serra, ministro das Relações Exteriores do governo de Temer e afirmou que ele não tem legitimidade para o cargo.

Em entrevista também com Mariana Godoy, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes definiu Dilma como "poste".

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A presidente afastada comentou o fato e classificou o comentário como "incorreto". Ela disse ainda que as delações que vazam "não ocorreram" e que tudo está sendo feito para tentar quebrar a sua imagem.

Em sua delação premiada, Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, afirmou que Dilma "sabia de tudo" sobre a compra da refinaria de Pasadena e pagamentos de propina. Cerveró disse ter se sentido "sacaneado" pela presidente afastada. Dilma voltou a falar que "não sabia" de nada e que Cerveró só fala isso porque ela não o deu todas as informações. Dilma ainda ironizou afirmando que nunca teve amigo "da qualidade" do ex-diretor da Petrobras.

A presidente afastada admitiu ainda que seu "maior erro" foi fazer aliança "com quem não devia" e que se esforçará para ir para a abertura das Olimpíadas Rio 2016. Ela ainda disse que a polêmica ideia de novas eleições jamais deve ser descartada e que há "dois pesos e duas medidas" quando o assunto é Lula, pois em qualquer lugar do mundo alguém que vaza a conversa da presidente com qualquer pessoa, quem vazou deve ser preso.

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Por causa do tom político e de campanha da entrevista, Mariana Godoy em um momento falou para a presidente afastada fazer "menos discurso" e "mais talk show". Em outro momento, perguntou para Rousseff sobre o "golpe", já que ela viajou ao exterior e voltou, utilizou aviões da FAB, vive no Palácio da Alvorada e mais. Dilma rebateu que não precisa ter brigas ou mortes para se classificar como golpe.

Ao final da entrevista, Mariana Godoy deu dois exemplares do livro, com autógrafo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, "Diários da Presidência". Diferente das entrevistas sempre feitas pela jornalista, Dilma não foi entrevistada no estúdio, com o público assistindo ao vivo, e sim em ambiente fechado e privado.

Assista abaixo a entrevista completa.

#Dilma Rousseff