Depois de conceder entrevistas à imprensa internacional denunciando o "golpe", a presidente afastada Dilma Roussef (PT) começou a sua jornada de entrevistas à imprensa brasileira. Na televisão concedeu entrevista ao jornalista Luis Nassif que foi ao ar na noite desta quinta-feira (9/6) pela TV Brasil. Dilma tratou de diversos assuntos, como o "golpe", a crise econômica, crise política e política externa. Sobre o processo de #Impeachment disse que "a Constituição prevê o impeachment, mas prevê que tem de ter crime. Não é possível dar um jeitinho, forçar um pouquinho, tornar esse artigo elástico e qualificar crime aquilo que não é crime", afirmou.

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O PSDB foi assunto quando Dilma disse achar estranho a reação do candidato derrotado no segundo turno das eleições de 2014 Aécio Neves, ao pedir recontagem de votos, fazer auditorias nas urnas eletrônicas, e a alegação de problemas na campanha. "A reação do meu adversário, que foi derrotado, foi bastante atípica em relação ao que ocorria no Brasil". Chamou o PSDB de irresponsável ao apostar na política do "quanto pior, melhor", que inviabilizando o seu governo do ponto de vista econômico, criaria um ambiente para o impeachment. "Criaram, só que o impeachment caiu no colo do PMDB", disse Dilma.

Sobre o presidente afastado da Câmara #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a presidente diz achar que ele ocupa uma liderança da "direita" dentro do "centro", com pautas conservadoras e grande influência nos partidos que orbitam no centro.

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"O governo Temer é a síntese do que pensa Eduardo Cunha, o governo Temer expressa claramente a pauta de Eduardo Cunha".

Dilma voltou a negar crime de responsabilidade, e que não participou sequer da elaboração de decretos de crédito suplementar e do Plano Safra. Que o governo Michel Temer como interino, desmontou toda estrutura de um governo.

E se voltar à Presidência da República, #Dilma Rousseff acenou com a possibilidade de uma consulta popular. "A população terá que ser consultada", afirmou. "A consulta popular é o único meio de lavar e enxaguar essa lambança que está sendo o governo Temer".

A presidente afastada Dilma Rousseff também concedeu entrevistas aos sites pró-governo.