Em agenda proposta pela presidente afastada Dilma Rousseff, o presidente do #Senado Federal, Renan Calheiros, esteve no Palácio da Alvorada, nesta quarta-feira, 29, e se reuniu por praticamente duas horas com a petista. De acordo com Calheiros, Dilma demonstrava estar “triste, mas bastante aguerrida”.

O encontro se deu justamente no dia em que a Comissão Especial do #Impeachment no Senado finalizou a fase do recebimento de testemunhas do processo em curso. Agora, os senadores presentes na comissão esperam ouvir a própria presidente Dilma na quarta-feira que vem, dia 6 de julho. Porém, ela não é obrigada a comparecer na sessão e pode ser substituída pelo ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.

Publicidade
Publicidade

Segundo Renan, Dilma lhe recomendou “ponderação e equilíbrio” para a sequência da coordenação dos trabalhos do Senado. Em contrapartida, Calheiros disse a ela que é exatamente dessa maneira que ele tem agido na presidência da Casa. Na reunião, o parlamentar também explicou os próximos passos do impeachment no Senado. A votação em plenário sobre a cassação do mandato deverá ocorrer no início de agosto.

Eleições antes de 2018?

Ainda de acordo com o presidente do Senado, Dilma não tocou no tema de um eventual plebiscito sobre a antecipação das eleições de 2018. Ela abordou a questão e a defendeu em algumas entrevistas à imprensa. Com a consulta popular, o pleito poderia ocorrer antes dos dois anos e meio que ainda lhe restam.

Calheiros, no entanto, não acredita que essa matéria possa avançar no Congresso Nacional.

Publicidade

Segundo ele, seria preciso uma “correlação bastante favorável, com três quintos na Câmara e no Senado” e que não acredita nessa “perspectiva”.