O presidente afastado da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha, resolveu defender sua esposa de alegações de #Corrupção, já que a mesma enfrenta processo por corrupção ao angariar recursos financeiros ilícitos. O próprio deputado fluminense também enfrenta processo por corrupção, sob âmbito da Operação #Lava Jato, da Polícia Federal. Vale ressaltar que a esposa, Cláudia Cruz, tornou-se ré, recentemente. 

A defesa contundente de Eduardo Cunha para explicar o fato de que sua esposa, a ex-jornalista Cláudia Cruz, tenha recebido altas somas de dinheiro, equivalente a R$ 5 milhões, de acordo com as investigações da força-tarefa da Lava Jato, é que os recursos não são ilícitos, de acordo com o deputado, e sim fruto de indenização trabalhista em processo contra a Rede Globo de Televisão.

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As afirmações de Cunha divergem das declarações do Ministério Público Federal.

A denúncia contra Cruz

Os procuradores da Lava Jato afirmam que as denúncias acatadas pela Justiça contra Cláudia Cruz, dão conta de que ela recebeu recursos ilícitos por meio da conta suíça Kopek, tendo a esposa do presidente afastado da Câmara, como beneficiária principal, ao praticar lavagem de dinheiro, no valor de 1.079 milhão de dólares, aproximadamente 3,6 milhões de reais. Esses recursos ilícitos serviram para a compra de serviços e de artigos de luxo. Dentre as lojas frequentadas por Cláudia Cruz, em que os recursos foram gastos, constam cidades como: Nova York, Miami, Paris, Barcelona, Zurique, Roma, Lisboa, Dubai e Orlando, cujas compras se referem a utensílios de luxo como artigos de grife, além de ternos, sapatos, bolsas e roupas femininas.

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O Ministério Público Federal pretende que Cláudia Cruz ressarça os cofres públicos, no valor de 10 milhões de reais, oriundos de corrupção, de acordo com as investigações. Já o presidente afastado da Câmara afirmou que os recursos atribuídos à sua mulher "tem origem antiga, através de atividades privadas, sem qualquer relação com as atividades públicas", declarou. Ele ainda foi enfático ao afirmar que sua esposa não obteve nenhum tipo de vantagem indevida na aquisição de artigos de luxo, conforme delineado na denúncia do Ministério Público.