Em pronunciamento na manhã desta quinta-feira (16),  no Palácio do Planalto, o presidente da República em exercício, Michel Temer, rebateu, de forma veemente, as últimas delações de Sérgio Machado. Segundo o chefe do país, são levianas as acusações do ex-gestor da Transpetro, reveladas na última quarta-feira, de que teria pedido doações para a campanha do então deputado federal Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo, em 2012, e prometeu uma ação enérgica para comprovar a sua inocência."Quero me dirigir ao povo brasileiro, que não deixarei passar em branco essas afirmações levianas que acabei de mencionar", disse Temer em parte de seu discurso.

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Colaborando na Operação Lava-Jato sob forma de delação premiada, Machado disse que teria se encontrado com Temer quando este ainda era vice de Dilma Rousseff (afastada da presidência por conta de um processo de impeachment), em setembro do ano passado e na ocasião, aceitou receber R$ 1,5 milhão, proveniente do valor pago pela Construtora Queiroz Galvão ao diretório do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), para colaborar na campanha de Chalita. Em nota, #Michel Temer reforçou a ideia de que tinha apenas contato formal com o antigo "homem-forte" da Transpetro.

Outro ponto abordado pelo presidente em exercício foi relacionado ao processo eleitoral de 2014, quando teria assumido a liderança do PMDB para controlar os recursos destinados ao partido durante aquele período.

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Mais uma vez, Temer negou qualquer tipo de envolvimento e julgou-se um cidadão honrado. "A nossa honorabilidade está acima de qualquer outra função ou tarefa pública que exerça no momento ou venha a exercer", resumiu o presidente.

Também em nota, o PMDB alegou que todos os seus recursos de campanha obedeceram aos trâmites legais e acrescentou que "doações de empresas eram permitidas e perfeitamente de acordo com as normas da Justiça Eleitoral nas eleições citadas".

O conteúdo do depoimento de Sérgio Machado veio após ser homologado pelo Superior Tribunal Federal (STF). Podendo ter a sua pena reduzida, o delator afirma ter feito pare de um esquema de propinas com mais de 20 políticos de diversos partidos. #Lava Jato #Corrupção