Foram divulgadas gravações em que o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, xingava os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Machado estava revoltado com alguns ministros do Supremo. os alvos eram Gilmar Mendes, Luis Fux, Edson Fachin, Dias Toffoli e Rosa Weber.

O motivo desses ataques foi a decisão do Supremo de que a prisão dos condenados deve ocorrer em julgamento de segunda instância, ou seja, depois que a sentença for confirmada. Machado não concordava com essa decisão. Os procuradores da #Lava Jato revelaram que os peemedebistas não queriam essa decisão do STF pois isso faria com que as delações fossem pressionadas, o que colocaria políticos corruptos na mira da Justiça.

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Machado criticou as nomeações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente afastada #Dilma Rousseff para o Supremo. Em conversas com o ex-presidente José Sarney, o empresário ressaltou que Dilma e #Lula colocaram oito ministros no STF e no momento não tem nenhum deles para ajudá-los.

Sérgio Moro

De acordo com as gravações, o ex-presidente da Transpetro criticou a Corte Suprema e falou que eles estão trabalhando por pressão do juiz federal Sérgio Moro. "Esse homem tomou conta do Brasil", disse Machado em relação a Moro. O empresário voltou a xingar os juízes e Sarney discordou em alguns pontos dizendo que Fachin e Luis Roberto Barroso até que não eram ruins, apenas votaram errado.

Revolta

O ex-presidente da Transpetro estava muito revoltado e preocupado com o avanço da Operação Lava Jato.

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Ele reclamou da ministra Rosa Weber, por ela não ter atendido a defesa de Lula, para que as investigações não ficassem com Sérgio Moro. Sérgio Machado não entendia porque a ministra não ajudou Lula e por que Dilma não tinha controle nenhum para favorecer as suas estratégias contra a Lava Jato.

Em outro trecho da gravação, Machado também "alfinetou" o procurador-geral da República Rodrigo Janot, chamando-o de "tarado", por ele ter concordado com o Ministério Público Federal e oferecido denúncias para a força-tarefa da Operação Lava Jato, cujo responsável é o juiz federal Sérgio Moro.