Nesta quinta-feira, 16, o peemedebista Henrique Eduardo Alves pediu demissão do cargo de ministro do Turismo do governo interino de #Michel Temer. Por meio de uma carta endereçada ao presidente, Alves comunicou o seu afastado e disse não querer criar "constrangimentos" ao governo. Ele acabou sendo citado em delação premiada por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, como beneficiário de propina.

Só que pedir demissão do Ministério do Turismo não é exatamente uma novidade para a sua carreira pública. Há três meses atrás, com o mesmo modus operandi, ele declinou do governo #Dilma Rousseff e se afastou do cargo. Para comunicar sua saída, ele, assim como nesta quinta-feira, enviou uma carta à então presidente da República.

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Na ocasião, Alves ressaltou se tratar de uma decisão "difícil", mas que o diálogo havia "se exaurido". Ele havia tomado a decisão de pedir demissão do governo Dilma exatamente um dia antes do PMDB, seu partido, anunciar de forma oficial o desembarque da base aliada do governo.

Henrique Eduardo Alves também foi presidente da Câmara dos Deputados entre 2013 e 2015, quando foi sucedido por Eduardo Cunha, responsável por aceitar o pedido de #Impeachment de Dilma Rousseff em dezembro do ano passado. Em 2014, Alves perdeu a eleição para governador do Rio Grande do Norte na disputa de segundo turno com Robinson Faria, do PSD.