Sérgio Machado continua agitando os bastidores políticos nacionais. Nesta sexta, foi divulgado que, ao longo de sua delação premiada, o ex-presidente da Transpetro (empresa subsidiária à #Petrobras) afirmou que depositou, pelo menos, R$ 70 milhões de propina nas contas de Renan Calheiros (presidente do Senado Federal), Romero Jucá (senador e antigo Ministro do Planejamento) e o ex-presidente da República, José Sarney, principais líderes do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro). Além disso, revelou os contratos e os caminhos percorridos pelo dinheiro até chegar ao respectivo ponto final. 

De acordo com Machado, a maior parte dessa quantia (R$ 30 milhões) ficou com Renan Calheiros, seu padrinho político e responsável por indicá-lo a administrar a Transpetro, em 2003, durante o primeiro mandato de Luiz Inácio "Lula" da Silva. Para os investigadores da Polícia Federal (PF), o antigo gestor ressaltou, ainda, que os outros R$ 40 milhões foram divididos igualmente entre Romero Jucá e José Sarney.

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Os detalhes de como esse repasse aconteceu, no entanto, não foram esclarecidos.

Diante dos fatos esclarecidos, a suspeita maior é que essa lavagem financeira aconteceu em forma de doações eleitorais, a fim de facilitar a vitória de um consórcio específico para renovar a frota da Transpetro.

A delação de Sérgio Machado já foi homologada pelo STF (Superior Tribunal Federal) e a expectativa, a partir de agora, é que os Procuradores ofereçam as primeiras denúncias contra os parlamentares citados.

Nos bastidores da Justiça, existe o senso comum de que as revelações de Machado foram as melhores desde o surgimento da Operação Lava Jato, pois revela detalhes sobre as operações, ao invés de apenas indicar ou dar referências de ter ouvido algo sobre um possível esquema de #Corrupção.

Outros políticos foram citados na delação de Sérgio Machado.

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Segundo o ex-presidente da Transpetro, os também senadores peemedebistas Edison Lobão, do Maranhão e Jáder Barbalho, do Pará, tiveram as suas contas abastecidas pelo esquema de desvio de dinheiro dos cofres da Petrobras.