Na segunda-feira (6), o jornal norte-americano "The New York Times" publicou uma nota comentando a #Corrupção que rodeia os brasileiros, nomeando o Brasil como "medalha de ouro" no ranking de corrupção, comparado com outros países.

O jornal disse que o presidente interino Michel Temer nomeou uma bancada apenas com "homens brancos", e que tal atitude causou revolta na população brasileira que é composta de miscigenações. Além do fato do governo optar pela cor de pele branca, o jornal também disse que sete dos ministros escolhidos pelo governo Temer foram citados nas investigações da operação #Lava Jato, descrita como a operação que apura os maiores escândalos de corrupção que envolve parlamentares e a elite brasileira. 

Em resposta à publicação do jornal, Luiz Alberto Figueiredo Machado, embaixador brasileiro nos Estados Unidos, publicou sua concepção sobre a reportagem, desmentindo a representação feita. 

Machado afirmou que o fato do Brasil permitir foro privilegiado a políticos causou "uma cultura de corrupção e impunidade institucionalizadas".

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O foro privilegiado também garante que os parlamentares sejam julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e as "instituições brasileiras estão sujeitas aos caprichos dos políticos". Machado avaliou que o Brasil não tem espaço suficiente para abrigar amigos de nomes poderosos das sociedade, e que a Constituição Brasileira tem que ser a mesma para todos, incluindo os presidentes e os ex-presidentes. 

O embaixador citou o nome do presidente interino Temer, dizendo que o mesmo apoia as investigações da Lava Jato, pois demonstrou publicamente para a população que compactua com a Lava Jato, firmando um compromisso, independente de partidos ou opiniões políticas. 

A resposta do embaixador foi publicada pelo jornal "The New York Times" e contradiz com a nota feita pelo jornal no dia 6. Machado afirmou que ganhar a "medalha de ouro em corrupção" não condiz com o Brasil, que deveria ganhar uma medalha pela coragem de lutar contra a corrupção.

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#Crise-de-governo