Independentemente do caráter ético ou não do processo de #Impeachment movido pela oposição política brasileira contra a presidente eleita #Dilma Rousseff, verdade é que o país, desde que o interino Michel Temer está no poder, enfrenta uma atmosfera de animosidade e desconfiança. Muitas das relações diplomáticas internacionais que o País mantém ficaram comprometidas com o afastamento de Rousseff. 

Agora é a vez de outro país sul-americano, o Equador, na pessoa de Guillaume Long, ministro das relações exteriores e assuntos de mobilidade humana, pronunciar-se de modo enfático à imprensa internacional e afirmar que as relações nos mais diferentes setores entre Equador e Brasil serão revistas por completo caso Dilma Rousseff realmente perca definitivamente o cargo de presidente da República. 

No início do governo provisório de Michel Temer o Equador foi um dos primeiros países a retirar o seu embaixador homologado do território brasileiro, para que fossem feitas “consultas” do que realmente estava acontecendo em Brasília, no que se refere ao caso judicial contra Dilma. 

Enfim, nesse momento, embora as relações diplomáticas entre as duas nações tenham continuidade, não se faz presente o embaixador equatoriano em Brasília, o que não é o mais aconselhável no que diz respeito à consolidação da identidade nacional do novo governo provisório brasileiro junto à comunidade internacional.

Publicidade
Publicidade

Para o ministro Long, como Dilma não foi afastada definitivamente, a mesma continua sendo a legítima presidente do Brasil.

O governo do Equador se disse preocupado porque na realidade Dilma foi afastada por “infrações administrativas” e não por corrupção ativa. Long reiterou que desconhece outros “exemplos em que o impeachment seja relacionado com infrações administrativas”. 

A autoridade equatoriana ainda salientou que os mais de 54 milhões de votos obtidos por Dilma Roussef na última eleição presidencial não podem ser desprezados, pois o sistema eleitoral é algo “muito importante”.

O impeachment definitivo ou não de Dilma Rousseff se dará pelos senadores brasileiros nas sessões dos dias 1º ou 2 de agosto. Para agravar ainda mais o quadro de profunda instabilidade política e social que o Brasil atravessa, alguns cidadãos fazem questão de comentar que os acontecimentos no país podem ser um espetáculo midiático perpetrado com a conivência do governo interino, favorecendo alguns canais da imprensa nacional. 

Enfim, parte da população sugere que há o uso de dois pesos e duas medidas com a condução do impeachment e julgamento de Dilma Rousseff.

Publicidade

Que  o tempo possa ser o senhor da razão no que se passa no Brasil. #Crise no Brasil