Passados os 20 dias para a presidente afastada, Dilma Rousseff, apresentar sua defesa, por meio de seu procurador, o advogado José Eduardo Cardozo, ex-advogado-geral da União, o Senado prossegue com os trabalhos. 

O prazo da segunda fase do rito de #Impeachment encerrou-se hoje (1º) e o ex-advogado-geral da União entregou a nova defesa ao #Senado Federal. Cardozo é o encarregado da defesa de Dilma desde a abertura do processo, e agora se iniciará a fase da 'Pronúncia da ré', momento em que a comissão do Senado se reunirá para discutir o novo cronograma de atividades.

É nessa etapa do processo que serão reunidas as provas de acusação e de defesa da presidente afastada e poderão ser requisitadas a realização de diligências para elucidar os fatos.

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Haverá um tempo determinado para que acusação e defesa argumentem seus pontos de vista. Nessa etapa, a presidente Dilma poderá ou não se defender pessoalmente.

Depois disso, os Senadores decidirão se a denúncia contra a petista é realmente plausível e, caso decidam que sim, ela será levada a julgamento.

Um parecer contrário ao impeachment foi encaminhado ao senador Anastasia (PSDB-MG) por um pequeno grupo de deputados que são contra o processo e acreditam na hipótese de um golpe parlamentar estar em andamento.

Segundo eles, o rito está transcorrendo de forma apressada, o que levou os senadores a marcar para quinta-feira uma reunião para aprovar ou reprovar o cronograma atualmente vigente.

Segundo o senador Anastasia, a votação deverá acontecer no dia 27/07, e, nessa data, será decidido se de fato houve crime de responsabilidade praticado pela presidente afastada. 

Em relação ao quórum necessário, a fase de pronúncia exige maioria simples dos senadores, isso vale tanto para a comissão quanto para o plenário.

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A defesa da presidente foi finalizada na madrugada passada e reforça a tese de que não existe crime e que a abertura do processo foi motivada por vingança, da parte do deputado #Eduardo Cunha, que atualmente, também está afastado e sob investigação. Segundo José Cardozo, o ato foi uma represália de Eduardo Cunha por não ter conseguido apoio da base petista na câmara.