Considerada um 'cabide de emprego' e foco de militância 'esquerdista', a Empresa Brasil de #Comunicação (EBC), criada em 2007 no #Governo Lula, para gerir as emissoras de rádio e #Televisão públicas federais, está ameaçada de extinção pelo governo interino Michel Temer. Segundo o colunista Jorge Moreno, de O Globo, a ideia é defendida pelo ministro chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima,  que alega que o governo não precisa de uma empresa para autopromoção. Para ele só deve existir uma estrutura para dar informação.

A presidente do Conselho Curador da EBC, a jornalista Rita Freire, reagiu às declarações do ministro, afirmando ser uma temeridade querer acabar com uma estrutura voltada para a sociedade, de informação pública.

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Rita Freire ressaltou que a EBC não se resume a TV Brasil, tendo uma agência de notícias e toda uma estrutura que leva informação à sociedade. Ela explicou que a TV Brasil é pública e a NBR é estatal, para quem a EBC presta serviços.

A jornalista Tereza Crunivel, que foi a primeira presidente da EBC e hoje colunista no portal 247, condena o ímpeto do presidente interino Michel Temer e do ministro Geddel Vieira Lima contra a comunicação pública, algo que para ela só surgiu depois que o STF barrou a tentativa do governo interino de aparelhar a empresa com a nomeação do jornalista Laerte Rímoli: 'Essa sanha do governo Temer em acabar com a EBC é suspeita. Ou encobre interesse ou reflete ignorância'.

Assim como o caso do diretor-presidente Ricardo Melo foi parar no STF, o governo Temer não terá vida fácil nessa empreitada.

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A jornalista evoca o artigo 223 da constituição e a lei da EBC.

A Empresa Brasil de Comunicação é responsável pela gestão de duas emissoras de TV, sete de rádio e três portais de internet. O Conselho Curador diz que se manterá vigilante em defesa da lei da EBC e que repudia qualquer ameaça de medida provisória capaz de ferir os princípios que regem a comunicação pública. 

O atual presidente da EBC, Ricardo Melo, não se manifestou sobre essa situação. Para integrantes do governo Dilma, o governo interino quer usar a EBC para desgastar ainda mais a imagem de Dilma Rousseff, com gastos supérfluos. Considera uma emissora-traço-de-Ibope, mais do que audiência como as emissoras comerciais, a TV Brasil tem que levar conteúdo de qualidade.

Nas redes sociais, o grupo Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública lançou um manifesto que hoje já conta com mais de 10.000 assinaturas.