Fátima Lúcia Pelaes, ex-deputada federal pelo PMDB-AP, foi apresentada na última terça-feira, 31, pelo ministro da Justiça, como nova secretária de Políticas para Mulheres, juntamente a Flávia Piovesan, para a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, e Celso Perioli para a Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Com a presença de #Michel Temer, foi também anunciada a criação de um núcleo voltado para ações de proteção à mulher, em resposta ao caso de estupro coletivo que repercutiu na última semana. O órgão tem o objetivo de estimular notificações em casos de violência sexual e direcionar a ação da polícia. A atuação desse núcleo deve ser coordenada por Pelaes, que assume a Secretaria das Mulheres, agora subordinada ao Ministério da Justiça.

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Anteriormente, ela ocupava a presidência do PMDB Mulher, sendo autora de projetos de lei em favorecimento das domésticas, além de, em 2009, ter aprovado o PL que obrigou penitenciárias femininas a implementarem seções para gestantes e mulheres em trabalho de parto, bem como a construírem creches para abrigar recém-nascidos.

Por um lado, a atuação de Pelaes demonstra preocupação com os direitos das mulheres, contudo, alguns posicionamentos da nova secretária podem travar certas discussões mais polêmicas, além de, como grande parte dos escolhidos por Temer, estar envolvida em escândalos de #Corrupção.

Ex- feminista e atual evangélica, a secretária é contra o aborto em qualquer circunstância - mesmo em caso de estupro -, posicionamento que passou a adotar desde sua conversão e que a tornou grande "defensora da família".

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Quando deputada federal, votou contra a proposta de Chico Alencar (PSOL-RJ) que visiva à proibição de pagamentos de salários diferentes a homens e mulheres exercendo o mesmo cargo em uma empresa. 

Em 2011, Pelaes figurou nos noticiários por estar envolvida em casos de desvio de recursos públicos do Ministério do Turismo. Segundo notícias da época, a então deputada teria recebido dinheiro repassado por meio da empresa fantasma Conectur, que funcionava na Assembleia de Deus Casa de Oração do Betel.

Fátima Pelaes negou as acusações, mas uma das sócias da Conectur, em depoimento à Polícia Federal, confirmou que o dinheiro do contrato com a empresa fantasma foi dado a Pelaes para ser usado no caixa da campanha de reeleição. #Crise-de-governo