O jornal Estado de São Paulo publicou nesta terça-feira, dia 31, a informação de que  o filho do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, está envolvido no esquema de propinas dentro da Petrobras. Diante das divulgações das gravações feitas pelo seu pai, ele assinou um termo de delação premiada na Justiça em que poderá fornecer mais detalhes sobre o escândalo, quando o mesmo atuava como uma espécie de 'laranja' de alguns senadores do PMDB para a conclusão do 'negócio' com a estatal.

O filho mais novo do ex-presidente da Transpetro, Expedito Machado Neto, conhecido como Did, que dirige uma carteira  de investimentos na cidade de Londres, onda atualmente reside, atuava como um espécie de operador financeiro do esquema de benefícios entre alguns senadores peemedebistas.

Publicidade
Publicidade

Ele assinou o termo de delação, acertada previamente pelo seu pai, e a expectativa é que, a partir de sua colaboração, novos detalhes sobre o caso possam ser acrescentados. 

As delações do pai e do filho, segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), poderão desencadear na abertura de novos inquéritos, e, com isto, incluir pessoas que não dispõem de foro privilegiado a fornecerem mais detalhes sobre o esquema. A análises deste possíveis depoimentos poderão ser feitas pelo juiz Sérgio Moro.

A participação de Expedito Machado deverá ser mais investigada, entretanto, a própria PGR já sabe de sua participação no esquema, o que poderá levar ao desencadeamento da abertura de novos inquéritos, desta vez,  contra o núcleo principal  do PMDB. O filho do ex-presidente da Transpetro é o principal conhecedor de todo a via por onde os recursos desviados de obras para a empresa foram depositados.

Publicidade

A primeira informação é de que tanto Sérgio quanto Expedito deverão devolver o montante desviado, que poderá chegar a mais de R$ 1 bilhão de reais.

As divulgações dos áudios gravados por Sérgio Machado atingiram, em cheio, o atual #Governo interino de Michel Temer. Nas conversas, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) aparece defendendo um pacto para que a Lava Jato seja boicotada. O fato provocou a queda do parlamentar como ministro do Planejamento, e também a saída de Fabiano Silveira da recém criada pasta da Transparência. Este último, integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é acusado de tratar pessoalmente sobre a defesa dos próprios investigados na Lava Jato. #Corrupção #Petrolão