Nos últimos dias muita gente foi pega de surpresa com a confirmação oficial de que o #Estado Islâmico 'estreou' seu espaço em português para mostrar 'as vantagens' de se tornar um terrorista que morre em nome da luta jihad e convidar os brasileiros para fazerem parte do grupo.

Devido a grande repercussão, o general Sérgio Etchegoyen, que é o ministro-chefe do GSI, orientou que os brasileiros não se preocupem com um eventual ataque ou invasão dos terroristas, pois os órgãos de segurança do Brasil e do mundo estão monitorando as atividades do grupo na internet e no app divulgado, conferindo atenção especial somente aquilo que realmente mereça.

Publicidade
Publicidade

Segundo ele, não há nenhum motivo que torne essa situação alarmante e que os monitoramentos são rotineiros. As áreas de inteligência dos ministérios da defesa, justiça e segurança institucional atuam em conjunto para evitar algum perigo.

Sérgio foi nomeado por Michel Temer no dia 12 de maio. Antes disso o general atuava como chefe do Estado-Maior do Exército, que coordena todas as ações operacionais e políticas dos militares do país.

Posição da Agência Brasileira de Inteligência

Já a ABIN, ao confirmar o uso de um aplicativo de mensagens instantâneas para a divulgação de ideologias extremistas em português, diz que aumentou a complexidade da luta brasileira contra o #Terrorismo e que essa 'novidade' facilita a radicalização de brasileiros.

A agência informa ainda que o mesmo mecanismo usado no Brasil já é utilizado em diversos outros países, onde os jihadistas fazem uso de tecnologias para atingir mais pessoas em menos tempo e com mais facilidade.

Publicidade

Casos de destaque

Um homem de nome Ismail Abdul Jabbar Al-Brazili, foi identificado pelas autoridades como um cidadão brasileiro que tornou-se combatente do EI após ser recrutado por um americano. Tanto a ABIN, quanto a divisão antiterror da Polícia Federal monitoram todas as atividades desse homem na internet, que é o responsável pelas traduções em português. Esse é um nome de guerra, uma vez que ao tornar-se combatente é comum a mudança pelos extremistas.

Ele possui dois blogs, facilmente encontrados em pesquisas na internet, onde a maior parte dos materiais estão escritos em árabe, mas também afirma que pretende vingar a morte de seu recrutador, abatido em um combate na Síria e oferece meios seguros para conversar com brasileiros que tenham interesse em entrar na luta do islã radical.

Outro brasileiro ganhou destaque em relação ao terrorismo. Um catarinense passou um tempo na Síria e voltou com comportamento suspeito, passando as madrugadas em treinamento de tiro e ataque. A Polícia Federal o monitorou a ponto de saber que a cidade para onde viajou era dominada pelo ISIS, acreditando-se que o mesmo tenha sido instruído durante sua estadia na Síria.

Publicidade

Por ser um caso especial e conforme foi amplamente divulgado, Ibrahim segue usando uma tornozeleira eletrônica até o término das Olimpíadas e foi indiciado pela lei de segurança nacional. Sem citar nomes ou cidades, as autoridades ainda monitoram as ações de pelo menos 30 brasileiros suspeitos de envolvimento com o terrorismo.

Não foi informado se após as Olimpíadas o monitoramento sofrerá alguma alteração. #Governo