O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a presidência do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, solicitou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República que investigasse a situação de milhares de votos nas #Eleições de 2014. Segundo o TSE, mais de 40 mil votos foram registrados com falhas, possivelmente devido a fraudes no momento da votação. Vale ressaltar que a eleição presidencial de 2014 foi vencida pela presidente, hoje afastada, #Dilma Rousseff, por mais de 54 milhões de votos. Já o segundo colocado, hoje presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, obteve mais de 51 milhões de votos.

A solicitação para investigar os milhares de votos que podem ter sido fraudados já ocorre sob a nova presidência do TSE, sob o comando de Gilmar Mendes, considerado muito crítico em relação aos governos petistas de Lula e Dilma.

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Além da  determinação para que a Polícia Federal investigue a situação dos milhares de votos, o magistrado, a princípio, havia solicitado a troca de todos os mesários para o pleito de 2016, com base nas próximas eleições municipais. Porém, mais tarde o Tribunal corrigiu a informação e afirmou que todas as substituições deverão ocorrer somente em sessões eleitorais em que o problema tenha sido constatado, em relação à possibilidade de fraudes.

Maiores irregularidades no estados de Maranhão e Bahia

A partir de um cruzamento de dados, foi possível verificar as irregularidades, já que o processo serve para que se corrijam eventuais fraudes em eleições deste ano. Pode citar-se, como exemplo, a frequência em uma mesma urna de registro de voto associado, em relação a eleitor que já tinha justificado a sua ausência em eleições anteriores.

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As constatações puderam ser observadas em maior número em municípios de estados do Nordeste do País, como Maranhão e  Bahia. Um dos casos emblemáticos a que a Corte obteve acesso refere um problema verificado 18 vezes numa mesma sessão e até 15 vezes numa outra sessão, vizinha à primeira.

Gilmar Mendes adotou como medida prioritária a utilização de sistema biométrico de votação em municípios nos quais que tenham ocorrido os indícios de fraude, como prevenção para as próximas eleições. As investigações irão analisar se houve erro humano ou mesmo fraude. Se comprovada a situação de fraude, os responsáveis poderão ser punidos por falsidade ideológica eleitoral, com penas de 2 a seis anos de prisão. #Corrupção