Por meio de nota divulgada no Facebook, a senadora Gleisi Hoffmann (#PT-RS) afirmou nessa quinta-feira (23) que hoje “foi um dia muito triste” em sua vida. A nota foi divulgada horas após a prisão de seu marido, Paulo Bernardo, ex-ministro nas gestões de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff.

A prisão de Paulo Bernardo aconteceu na Operação Custo Brasil, deflagrada por agentes da Polícia Federal nessa quinta-feira. A operação faz parte da 18ª fase da #Lava Jato.

Segundo a #Polícia Federal, o marido de Gleisi era um dos pivôs do esquema de corrupção que fraudou R$ 100 milhões dos cofres do governo federal em concessões de créditos consignados a funcionários públicos.

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Polícia Federal fez busca e apreensão na casa de Gleisi Hoffman

Os agentes da Polícia Federal realizaram buscas e apreensões nas residências de Gleisi Hoffmann, situadas em Curitiba e um imóvel funcional do Senado, em Brasília. Os imóveis também são de Paulo Bernardo.

Na nota divulgada na rede social, Gleisi explicitou sua opinião sobre a “invasão” de agentes federais em sua residência.

“Mais de 10 pessoas estranhas entraram em minha casa com ordem de busca e apreensão”.

Gleisi continuou na nota dizendo que sabe das qualidades do pai de seus filhos e que ele não fez nada do que está sendo acusado nas investigações.

Ela disse ainda que os policiais levaram um computador de um de seus filhos e questionou a prisão de seu marido.

“Prisão preventiva para prevenir o que? Uma fuga? Qual o risco representa ele?”

Gleisi disse que prisão foi um desrespeito humano sem tamanho

A senadora disse que a prisão de seu marido foi um desrespeito humano porque foi feita em frente aos seus filhos menores.

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Disse que a prisão foi desnecessária porque o seu marido tem endereço fixo e sempre se mostrou disposto a colaborar com a justiça nas investigações.

Ao final da nota, Glesi Hoffman afirmou que o intuito da prisão de seu marido é desviar o foco da opinião pública em relação as irregularidades praticadas pelo presidente interino Michel Temer.