Desde o dia 12 de maio, quando apresentou a equipe de ministros ao país, o ex-vice e agora presidente provisório #Michel Temer, catapultado para o cargo pela força de 367 parlamentares, dos quais 300 sob suspeita e investigação, acumula medidas desastrosas e patina num mar de lama, onde, a cada semana, cai um ministro acusado de envolvimento em escândalos.

O último foi o ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, que substituiu a Controladoria Geral da União (CGU), Fabiano Silveira, flagrado em conversa com o presidente do senado, Renan Calheiros sobre um inquérito que o senador responde no STF. O ministro, que teria como missão combater a #Corrupção, articulava manobras para livrar o senador e obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

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Antes de Silveira, foi o ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), que não teve saída e pediu para ser demitido depois que seu diálogo com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, em delação premiada, correu o mundo afora. Na conversa, o ministro sugere a Machado que uma mudança no governo federal (saída de Dilma) resultaria em um pacto para “estancar a sangria” comandada pela operação Lava Jato, que investiga os dois.

O processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff não foi jurídico. Foi político. Uma ação autorizada pelo ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, no mesmo dia em que a bancada do PT anunciou que ia votar pelo processo de sua cassação no Conselho de Ética. Daí em diante, uma força-tarefa foi arregimentada por parlamentares para impedir a continuidade do mandato de uma presidente eleita por 54 milhões de votos.

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Um dia após o afastamento da presidente, o morador do Palácio do Jaburu reuniu uma equipe de homens brancos, representantes da velha oligarquia e sem nenhuma representatividade da mulher, do negro, do índio, de toda a diversidade brasileira, fez discurso para anunciar o seu projeto neoliberal para o país, um modelo que fez ruir várias economias europeias.

A extinção do Ministério da Cultura gerou uma gritaria em vários cantos do país e sedes do Minc foram ocupadas. Artistas, intelectuais e cineastas se mobilizaram dentro e fora do Brasil para protestar contra a medida que tornava a cultura subordinada ao Ministério da Educação. O Governo recuou e recriou o Minc.

A proposta de “uma escola sem partido” levada ao Ministério da Educação por Alexandre Frota foi bastante criticada pelos especialistas em Educação, por ser retrógrada e distorcida. Para o ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, a proposta fere o conceito de Educação. "A pretexto de reduzir algum caráter ideológico do ensino, essa proposta coloca em risco todo o ensino.

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No limite, não se vai poder falar de ciência, do que as ciências sociais e políticas descobriram nos últimos 200 anos. Isso é contra a modernidade". O ex-ator pornô Alexandre Frota, que integra o partido do deputado Jair Bolsonaro (PSC), prefere o canal da TV para dar exemplos de ações educativas, como o estupro que disse ter praticado com uma mãe de santo em um terreiro de Umbanda.

O governo provisório também afrontou a democracia, a liberdade de imprensa, com medida autoritária e inconstitucional. Por decreto, exonerou, em 17 de maio, o presidente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Ricardo Melo. A lei assegura um mandato de quatro anos ao diretor-presidente e o decreto o exonerou em 2 de maio. Ontem, o ministro do STF, Dias Toffoli reconduziu Ricardo Melo à presidência da EBC. Vitória das ruas. A população insatisfeita está em vigília e não dá trégua ao desastroso governo.

Quando o espanto parece ser dizimador, mais decisões revelam o quanto esse presidente que entrou pela porta dos fundos, busca medidas de “salvação" para o país. Ele escolheu como líder de governo, o deputado federal André Moura (PSC-CE), réu em três ações penais no STF sob acusação de desvio de dinheiro público, assim como é investigado em outros três inquéritos por tentativa de homicídio e envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. #Ser Educacional