Após dezenas de projetos milionários serem aprovados na gestão do PT pela Lei Rouanet, o governo Temer, através da Cnic ( Comissão Nacional de Incentivo à Cultura), reprovou um projeto de quase R$9 milhões que visava um show privado do #Rock in Rio e que foi apelidado de 'Rock in Rio sem público'.

O Cnic, que integra o Ministério da Cultura, alegou que o valor era exorbitante e que a estrutura que o projeto 'Amazônia Live' queria montar podia ter o valor reduzido em quase R$4 milhões, sem prejuízo da proposta inicial. Por conta disso, o valor solicitado foi negado e o projeto reprovado na gestão de #Michel Temer.

De qualquer maneira, o projeto Amazônia Live está agendado para daqui dois meses e almeja um palco flutuante sobre o Rio Negro, em Manaus.

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O evento tem como convidado confirmado o tenor Plácido Domingo, que realizará um show com o Coral Amazonas e a Orquestra Amazonas Filarmônica com transmissão ao vivo pela TV paga e internet. O evento não será desmarcado por conta da reprovação do projeto.

Esse é o primeiro projeto grande que o governo de Michel Temer recusa desde o início de seu mandato de quatro semanas. No governo passado inúmeros projetos milionários eram aprovados, muitos deles pertencentes à artistas já consagrados e que em tese, não precisariam buscar incentivo de patrocinadores pelo Ministério da Cultura.

Beneficiados da Lei Rouanet serão investigados

A Operação #Lava Jato anunciou que realizará uma investigação com os cem artistas que foram mais beneficiados com a Lei Rouanet, ou seja, os que obtiveram os maiores valores aprovados.

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Uma solicitação foi enviada ao governo para que dados como valores totais aprovados, nome dos beneficiados e prestação de contas após a capitação do dinheiro durante a gestão do PT fossem divulgadas para o órgão federal.

A Polícia Federal não quis informar o que de fato irá investigar, mas levanta-se a hipótese de acreditarem que houve desvio de dinheiro público e que estes possam ter alguma ligação com o esquema de corrupção da Petrobras. Para não comprometer as investigações, a PF não confirmou ou desmentiu essas informações.