O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, declarou, na última sexta-feira, dia 3, que o presidente interino, #Michel Temer, pretende lançar um pacote de medidas de efeito a curto prazo na economia brasileira. Para isto, ela já iniciou as discussões sobre alguns pontos que considera essencial  e que, postos em prática, poderão ajudar a economia brasileira a sair mais rapidamente do atual quadro de crise em que se encontra.

Quem estiver na Lava Jato dever deixar o cargo, senão, eu mesmo vou demiti-los, advertiu Temer

As medidas que estão sendo preparadas deverão surtir um efeito bastante rápido nas finanças do país e também deverão moralizar o próprio #Governo, visto que, a preocupação inicial de Temer, segundo Padilha, é que as investigações feitas pela Lava Jato não repercutam de forma a causar um clima de instabilidade interna.

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Para isto, o presidente foi bastante claro ao afirmar para a sua própria equipe de governo que os citados na operação deveriam pedir demissão do cargo. Caso não o fizessem, ele mesmo teria que fazê-lo.

As medidas que deverão focar a economia a curto prazo

Sem dar maiores detalhes, Eliseu Padilha disse que a análise de todas as medidas ainda está sendo feita pelo atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Elas fazem parte de um estudo detalhado que envolvem também a adoção de providências a serem adotadas a longo prazo. Entretanto, para um efeito a um curto intervalo, o governo deverá rever a questão do pré-sal, com a adoção de novas regras, e a abertura total ao capital estrangeiro do setor de transportes aéreo no Brasil, assim como já aconteceu no mercado de telefonia. Serão também revistos a questão de compras de terras brasileiras por estrangeiros.  Este problema faz parte de uma reivindicação de alguns estados como forma de atrair investimentos para a própria região.

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Quando perguntado sobre a reforma trabalhista, Padilha afirmou que as propostas deverão ser colocadas em votação no Congresso. No entanto, ele chamou a atenção de que as alterações a serem feitas serão frutos de uma discussão entre os vários setores, como os patrões, as centrais sindicais, o governo e outras entidades que representam os trabalhadores. Com relação aos direitos já adquiridos, como férias, décimo terceiro e FGTS o ministro garantiu que não serão mexidos, pois, mais do que direitos trabalhistas, são parte da própria nação brasileira.

A reforma da Previdência será uma das principais pautas do pacote, e o governo espera que o projeto seja entregue ao legislativo antes das eleições municipais, sendo que a votação final para a aprovação das mudanças deverá ser concluída antes do final deste ano.  #Recessão no Brasil