O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar hoje (22), a partir das 14h, a denúncia apresentada contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por supostas contas atribuídas a ele na Suíça. 

Já foi aceita pelo STF a denúncia de que Eduardo Cunha teria exigido e recebido pelo menos US$ 5 milhões em propina, provenientes de um contrato do estaleiro Samsung Heavy Industries com a Petrobras.

Após voto do ministro Teori Zavaski pelo recebimento ou rejeição da denúncia, os outros 10 ministros da Corte também vão se manifestar. Caso a denúncia seja aceita pelos ministros, haverá então a segunda ação penal contra o parlamentar nas investigações da Operação Lava Jato.

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A denúncia foi apresentada por Rodrigo Janot, procurador-geral da República, em março deste ano, e está baseada na investigação aberta em 2015, onde é acusado de ter cometido crime de evasão de divisas, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Nesta ação também estão envolvidas a mulher do deputado, Cláudia Cruz, e uma de suas filhas, Danielle Cunha. 

No dia 10 deste mês, o STF liberou para julgamento esta nova denúncia, onde o parlamentar é acusado de crime de falsidade ideológica eleitoral por omissão de rendimentos na prestação de contas eleitorais.

Com a aceitação da abertura da ação penal, a Procuradoria irá requerer a perda do mandato parlamentar. A Procuradoria também requer que Cunha pague cerca de R$ 10,5 milhões referente a devolução de valores e reparação de danos materiais e morais no valor de duas vezes a propina. 

Segundo investigadores, os valores em conta no exterior, US$ 34 milhões, podem provir do recebimento de propina em mais um contrato da Petrobras, referente a compra de um campo de petróleo na África.

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Foi enviado ao Brasil pelo Ministério Público da Suíça documentos que comprovam a origem de aproximadamente R$ 9 milhões em contas atribuídas a Eduardo Cunha, o que permitiu que o Conselho de Ética da Câmara aprovasse parecer de cassação do mandato do deputado por mentir a CPI sobre o fato de possuir contas no exterior.

Somente a decisão da abertura da ação penal não condenará Cunha, porém ele passará a ser considerado "acusado" no caso, pois somente após nova chance de defesa e finalização do processo é que o STF poderá considerá-lo ou não culpado.

Na ação, a mulher de Cunha, Claudia Cruz, também foi citada. Porém toda a parte da investigação que envolve os parentes do deputado deverá ser julgada pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba.  #Lava Jato #Dentro da política