Parece que o destino da política brasileira toma novos rumos após a posse do presidente interino #Michel Temer. Como já divulgaram os veículos de comunicação, de acordo com especialistas, o Brasil retrocedeu durante o curto governo de Michel Temer. De corte em ministérios à políticas públicas, Temer e sua equipe chegaram a suspender o recebimento de refugiados da Síria, país que vive em guerra. Além disso, Temer (PMDB) cortou os 9% de reajuste do bolsa-família, que entraria em vigor em maio de 2016.

Dilma não cometeu 'pedalas fiscais'

A presidente #Dilma Rousseff fora afastada por ser acusada de 'pedaladas fiscais', através da assinatura de crédito complementar.

Publicidade
Publicidade

Durante a votação do #Impeachment, no entanto, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-PA) contestou a advogada relatora do processo, Janaína Paschoal, apontando que Michel Temer, enquanto vice-presidente, também assinou tais decretos. Outros governadores de diversos estados também assinaram a abertura de crédito complementar.

Até então o impeachment de Dilma Rousseff (PT) havia sido julgado no âmbito político e jurídico. Informações técnicas de peritos na área não haviam sido analisadas e juntas elas compõem todo o processo. O laudo dos peritos confirmando a inexistência das pedaladas fiscais torna-se importante para a defesa de Dilma. A abertura de crédito suplementar é uma manobra legal e reconhecida em todo a administração pública no país. Segundo os peritos, há controvérsias entre a denúncia apresentada contra Dilma e os relatórios de análise de abertura de crédito suplementar.

Publicidade

Peritos do senado confirmam a inexistência de crime na abertura de créditos suplementares

Os peritos alegaram ainda que uma das quatro ações em que Dilma é investigada não tem valia alguma. Os peritos falam sobre o repasse ao Tesouro Nacional para o Plano Safra. Nessa acusação os peritos chegaram a conclusão de que Dilma não interviu no processo de repasse ao Tesouro Nacional, portanto, entre as quatro acusações, uma Dilma está totalmente livre, de acordo com a perícia do senado.

Os peritos reconhecem a abertura de crédito suplementar mas não validam a ação de Dilma como um crime contra a soberania do país. O senado tem até 72 horas para contestar o laudo técnico, e os peritos serão ouvidos no dia 5 de julho. Ao afirmarem que Dilma não cometeu as 'pedalas fiscais' os peritos aproximam suas análises do discurso comum aos políticos e pessoas que defendem o retorno de Dilma Rousseff, de que a abertura de crédito suplementar não deve ser considerada um crime.