A revista americana Time, uma das publicações mais prestigiadas do mundo, publicou em seu site na quarta-feira (8) uma matéria afirmando que aumentaram as chances de #Dilma Rousseff escapar do impeachment a voltar a comandar o País. De acordo com a revista, a piora da crise política brasileira favorece a presidente afastada. "Apenas um mês após ter sido suspensa pelo senado em um julgamento de impeachment, uma série de crises políticas aumentaram a até então improvável chance dela retornar ao poder", diz a publicação.

A revista diz ainda que o presidente interino #Michel Temer tem enfrentado uma série de problemas, incluindo a demissão de dois ministros e, assim como Dilma, uma crescente frustração da população com a recessão.

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Recessão, aliás, que deve entrar em seu terceiro ano em 2017, de acordo com o Banco Mundial. "Os acontecimentos sugerem que Dilma pode sobreviver a uma votação final no senado sobre o impeachment, marcada para agosto, juntamente com as olimpíadas", prevê a Time.

Os jornalistas americanos explicam ainda que o último contratempo de Temer aconteceu ainda nesta semana, com o pedido de prisão de seus aliados mais próximos, Renan Calheiros e José Sarney. Para a revista, o país enfrentará um terremoto político ao longo do mês. "A instabilidade está ainda maior do que antes do impeachment", disse um entrevistado ao periódico.

A publicação relembrou também que Temer vem sendo constantemente criticado por ter nomeado apenas homens brancos e ricos para seu ministério, com vários sendo até mesmo suspeitos de corrupção.

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Para a Time, o sucesso de Temer depende dele conseguir recuperar a economia brasileira, em sua pior recessão desde os anos de 1930. Lembrou ainda que, mesmo em meio à crise, o Congresso aprovou um aumento de 41% nos salários dos funcionários públicos federais, incluindo os ministros do Supremo Tribunal Federal, que podem ter a última palavra na guerra do impeachment.

A Time acredita que, para escapar do impeachment, Dilma só precisa de cinco votos a mais do que ganhou na última votação do senado. #Crise-de-governo