O  jornal The New York Times publicou nesta segunda-feira, dia 6, um editorial em que faz duras críticas ao #Governo do presidente interino, Michel Temer. O editorial faz menção ao fato do pais ser 'medalha de ouro em termos de #Corrupção' e lamenta que a atual equipe de governo do presidente seja composta por membros envolvidos em vários escândalos de corrupção que já provocaram, inclusive, a demissão de pelo menos dois deles. O editorial faz um alerta para a falta de medidas eficazes contra este problema, que, segundo o texto, tem como causa a atual imunidade parlamentar, que não permite o julgamento de tais crimes por uma instância comum.

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As promessas de Temer, segundo o jornal, parecem vazias e o presidente parece que ainda não disse a que veio

O artigo publicado pelo jornal americano fez questão de frisar a demissão do senador Romero Jucá (PMDB-RR) da pasta do Planejamento e Fabiano Silveira, da Transparência, dias após Temer assumir o governo, como o exemplo mais clássico de que a corrupção é um problema institucional do país. O jornal faz referência ao afastamento de Dilma do governo em virtude da tentativa de se manipular o resultado das contas públicas, como uma maneira de desviar a atenção da opinião pública contra as denúncias de corrupção dentro da classe política brasileira.

O jornal classifica como 'sem conteúdo' as promessas de Temer em tentar adotar medidas que possam combater a corrupção, principalmente depois dos fatos revelados nos últimos dias, em que alguns políticos conversavam sobre uma possível tentativa de obstruir a Lava Jato.

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As afirmações do presidente interino de que tais episódios não contribuiriam para estremecer as investigações é posta em xeque pelo texto. Segundo o editorial, o presidente precisa partir para decisões concretas caso queira conquistar a confiança daqueles eleitores mais descrentes e que consideram o fato de sua chegada ao poder como uma espécie de golpe.

The New York Times defende o fim da imunidade parlamentar no cenário político brasileiro

Ao citar o juiz Sérgio Moro, que defende a ampla punição para todos os políticos corruptos, o editorial enfatiza a necessidade de abolir a chamada imunidade parlamentar. A instituição de um foro privilegiado para julgar os crimes praticados por políticos e outros ocupantes de cargos do chamado 'alto escalão' configura-se como uma prática injustificável e sem a menor possibilidade de ser admitida. Esta configuração da política brasileira, segundo os autores, é a principal causa do sentimento de impunidade que se encontra tão arraigado na própria sociedade brasileira. #Michel Temer